09/06/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: O Musical (I)
FOOTLIGHT PARADE
Mil Apoteoses
de Lloyd Bacon
com James Cagney, Joan Blondell, Ruby Keeler, Dick Powell, Frank McHugh
Estados Unidos, 1933 - 104 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Se bem que esteja assinado por Lloyd Bacon, FOOTLIGHT PARADE é, quase todo ele, um filme de Busby Berkeley. Quase todo, porque pouco está à margem dos fabulosos números musicais que ele encena para os espetáculos que James Cagney vai dar numa noite louca em vários teatros, onde se apresentam os bailados mais eróticos de Berkeley: “Honeymoon Hotel”, “By a Waterfall” e “Shangai Lil”. A exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 24 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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09/06/2026, 18h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Filmes de João Penalva
336 PEK + THE ROAR OF LIONS + THE WHITE NIGHTINGALE
336 Rios + O Rugir de Leões + O Rouxinol Branco
com a presença de João Penalva
336 PEK
336 Rios
Reino Unido, 1998 – 60 min

THE ROAR OF LIONS
O Rugir de Leões
Alemanha, 2007 – 37 min

THE WHITE NIGHTINGALE
O Rouxinol Branco
Reino Unido, 2005 – 42 min

de João Penalva
duração total da projeção: 139 minutos / legendados em português | M/12

336 RIOS é o trabalho cronologicamente mais antigo dos aqui apresentados: em redor do Lago Baikal e de um outro lugar dele distante, acompanhamos “o monólogo em russo de um montador de cinema que conta a sua história, no cinema e na vida, nas suas muitas versões”. Os mecanismos da memória são confrontados com o trabalho da imaginação. Encomendado por ocasião da Berlinale 2007,
O RUGIR DE LEÕES foi filmado durante o Inverno de 2005 no lago gelado da floresta de Grunewald próxima de Berlim, pondo em diálogo imagens de registo documental e a visualização de lugares, pessoas e sons através da voz do narrador: “A nossa mente será habitada por mundos paralelos?”. Há o mundo da imagem, com as suas subtis variações cromáticas, e o mundo aberto pelo comentário em off. O ROUXINOL BRANCO tem também uma inegável dimensão narrativa, que advém do confronto das imagens com uma “fábula” escrita por Penalva para as acompanhar. Encomenda da Picture This (Bristol), a sua linguagem cinematográfica já foi descrita como situando-se “entre a do filme mudo (com a inclusão de intertítulos) e a do documentário aquático com longos planos das águas do rio Avon, em Bristol, mas ambas estarão pouco à vontade com a extensão do tempo a que são sujeitas”. 

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09/06/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Revisitar os Grandes Géneros: O Musical (I)
ONE HUNDRED MEN AND A GIRL
Cem Homens e Uma Rapariga
de Henry Koster
com Deanna Durbin, Adolphe Menjou, Alice Brady
Estados Unidos, 1937 - 84 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Se o primeiro filme de Henry Koster para a Universal (THREE SMART GIRLS, 1936) salvou os estúdios da bancarrota iminente, “o saborosíssimo ONE HUNDRED MEN AND A GIRL” (João Bénard da Costa) colocou-o, a Deanna Durbin e à companhia, no topo. Neste “classic musical movie”, Deanna Durbin é a filha de um músico (Adolphe Menjou) que convence Leopold Stokowski a dirigir uma orquestra composta por cem amigos desempregados recentemente chegados aos EUA (alusão ao exílio forçado de tantos – incluindo Koster – que deixaram a Alemanha nazi) num concerto que lhes valerá um contrato com a rádio. O filme, a apresentar em cópia digital, não é exibido na Cinemateca desde 1986.

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09/06/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com os Encontros do Fundão
RIO GRANDE
Rio Grande
de John Ford
com John Wayne, Maureen O’Hara, Ben Johnson, Harry Carey Jr., Victor McLaglen
Estados Unidos, 1950 - 105 min
legendado eletronicamente em português | M/12
SESSÃO APRESENTADA POR PAULINO VIOTA
Terceiro e último western da chamada “trilogia da cavalaria” de Ford, depois de FORT APACHE e SHE WORE A YELLOW RIBBON, RIO GRANDE situa-se em 1868, durante o período final da Guerra de Secessão, embora esta não seja o seu tema. Em RIO GRANDE, conflitos familiares vêm afetar o combate do exército americano contra os índios, justificando a observação de Peter von Bagh, segundo o qual este “é um filme duro, refletindo as tensões da visão de Ford como lugar de salvação e perdição, mas é também um filme terno”. É o filme do reencontro de Maureen O’Hara com John Ford e com John Wayne no início da década de cinquenta. A exibir em cópia digital, a sessão integra tamém a rubrica regular Com a Linha de Sombra.

A sessão repete no dia 15 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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