24/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
Evdokia
de Alexis Damianos
com Maria Vassiliou, Giorgos Koutouzis, Koula Agagiotou
Grécia, 1971 - 97 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Um retrato que expõe as fragilidades de uma sociedade regida pela disciplina militar e uma sexualidade reprimida. O país, ainda debaixo do jugo da junta miliar, era deste modo visado pelo realizador Alexis Damianos, ao tempo também com um trabalho significativo como ator do cinema grego. Maria Vassiliou interpreta uma prostituta que se casa com um militar, relacionamento tempestuoso que está no centro deste filme emblemático do período pré-revolucionário. Primeira passagem na Cinemateca, a exibir em cópia digital.
24/04/2026, 17h30 | Sala Luís de Pina
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
CONVERSA SOBRE A PRODUÇÃO
DE ‘TORRE BELA’
com José Filipe Costa e Manuel Mozos
Duração: 1h30
24/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
El crimen de Cuenca
de Pilar Miró
com Amparo Soler Leal, Héctor Alterio, Daniel Dicenta
Espanha, 1980 - 88 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Baseado numa história real de extrema violência, sobre dois amigos torturados pela Guarda Civil e forçados a confessar terem cometido um crime que, na realidade, não cometeram, EL CRIMEN DE CUENCA foi uma obra que agitou consciências no período de consolidação da democracia, após a morte de Franco. Realizado por uma mulher, Pilar Miró, que foi diretora da RTVE entre 1986 e 1989, o filme foi confiscado por alegadamente ferir o bom nome da Guarda Civil – uma censura que tem lugar após o fim da ditadura. Quando foi finalmente exibido, tornou-se um sucesso de público extraordinário, provando a necessidade de se alargar a liberdade de expressão e de se deixar para trás os maus hábitos encrustados na sociedade espanhola pelo regime anterior. A exibir em cópia digital.
A sessão repete no dia 29 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.
24/04/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
OCUPAÇÃO DA QUINTA DA TORRE BELA | COOPERATIVA AGRÍCOLA TORRE BELA | TORRE BELA (UMA COOPERATIVA POPULAR)
Sessão com apresentação por Luís Galvão Teles e Fernanda Morais
OCUPAÇÃO DA QUINTA DA TORRE BELA
de RTP
Portugal, 1975 – 7 min
COOPERATIVA AGRÍCOLA TORRE BELA
de Cinequanon (Luís Galvão Teles)
Portugal, 1975 – 50 min
TORRE BELA (UMA COOPERATIVA POPULAR)
de Vítor Silva
Portugal, 1975 – 49 min
Duração total da projeção: 106 min | M/12
O caso da herdade da Torre Bela, na Azambuja, não atraiu apenas o interesse de Thomas Harlan. Após a ocupação, a 23 de abril de 1975, os camponeses coletivizaram-se e iniciaram uma gestão da propriedade que visava dar emprego a muitos dos trabalhadores com maiores dificuldades, a oferecer serviços essenciais aos cooperantes (escola, creche, consultas médicas) e explorar áreas da herdade que tinham ficado propositadamente incultas. Durante o Verão Quente, vários foram os realizadores que filmaram esta ocupação. Os repórteres do Noticiário Nacional da RTP visitaram a herdade no início de maio, os elementos da produtora Cinequanon (liderados por Luís Galvão Teles) filmaram as valências e os conflitos da cooperativa para o programa Das Artes e Ofícios e o importante realizador amador Vítor Silva (e posteriormente funcionário da Cinemateca), com a sua câmara de Super 8mm, passou mais de três meses na propriedade junto dos camponeses, tendo daí resultado um filme cuja montagem e banda sonora só viriam a ser concluídas anos depois, em vídeo. Primeiras apresentações na Cinemateca, todas em cópias digitais.
24/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
Canciones para después de una guerra
“Canções para Depois de uma Guerra”
de Basilio Martín Patino
com Celia Gámez, Imperio Argentina, Miguel de Molina
Espanha, 1971 - 104 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Inicialmente banido pelo regime no início dos anos 70, este filme de Basilio Martín Patino só foi exibido publicamente após a morte do ditador Franco. Trata-se de um documentário que, num exercício de montagem virtuoso, põe em confronto músicas populares da era franquista com imagens extraídas do arquivo “oficial”, reapropriando-as e resignificando-as. Contou com a colaboração da cantora Imperio Argentina. A exibir em cópia digital restaurada pela Filmoteca Española.