16/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Claudia Cardinale !
FITZCARRALDO
Fitzcarraldo
de Werner Herzog
com Klaus Kinski, Claudia Cardinale, José Lewgoy,
Miguel Angel Fuentes, Paul Hittscher
Alemanha, Perú, 1982 - 157 min
legendado em português | M/12
Foi o projeto louco de Werner Herzog. Tão louco e megalómano como o da sua personagem, Fitzcarraldo (Klaus Kinski, num icónico papel), que apostou levar a ópera (e Enrico Caruso) ao coração do Amazonas, numa viagem que é uma odisseia. Odisseia que o filme conta e o filme viveu, tão desmedida uma como a outra. A exibir em cópia 35mm.
16/04/2026, 18h30 | Sala Luís de Pina
Histórias do Cinema: Christa Blümlinger/Harun Farocki
PROGRAMA 4 – ANÁLISE DE ENQUADRAMENTOS
SESSÃO-CONFERÊNCIA POR CHRISTA BLÜMLINGER
LEBEN-BRD
“Como Viver na Alemanha Ocidental”
de Harun Farocki
Alemanha, 1990 – 83 min / legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
Harun Farocki constrói um retrato da Alemanha Ocidental recolhendo cenas e gestos em que a vida é ensaiada e aqueles que são filmados aparecem como atores da sua própria vida. Por toda a parte sente-se o esforço permanente para “estar preparado para a emergência da realidade”. Através de uma acumulação de situações do quotidiano, “COMO VIVER NA ALEMANHA OCIDENTAL” retrata uma sociedade em que ações como dar à luz, morrer, cuidar de outras pessoas, ou mesmo atravessar uma rua, são ensinados e aprendidos em instituições pensadas para o efeito. Uma explicitação de um modo de vida e uma crítica ao mundo e à sua representação. A apresentar em cópia digital, primeira exibição na Cinemateca.
16/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
SCHATTEN
Sombras
de Arthur Robison
com Alexander Granach, Fritz Kortner, Rudolf Klein-Rogge
Alemanha, 1923 - 90 min
mudo, sem intertítulos | M/12
acompanhamento ao piano por João Paulo Esteves da Silva
Em SCHATTEN, como observou Georges Sadoul, “misturam-se o teatro, o Kammerspiel e o Expressionismo”, ou seja, algumas das principais tendências do cinema alemão dos anos vinte do século XX, decididamente ligado às artes da vanguarda, mesmo em filmes destinados ao grande público. Como tantas vezes sucede em “filmes Kammerspiel”, não há intertítulos e a ação é contínua, concentrada num cenário único e numa única noite. Esta tem lugar durante um jantar oferecido por um aristocrata e a sua mulher, na presença de quatro pretendentes dela. Um “mostrador de sombras” fá-los ver o que pode acontecer se os pretendentes não deixarem de cortejar a mulher, confrontando-os por hipnose com os seus sentimentos mais calados. A digressão entre realidade e ilusão do portentoso chiaroscuro de SCHATTEN parte assim da encenação de uma projeção, em que a intimidade dos sentimentos convive com a pulsão erótica mas também com a sinalização da luta de classes de que a casa é palco.
16/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
MARX PUÒ ASPETTARE
Marx Pode Esperar
de Marco Bellocchio
com Marco Bellocchio, Alberto Bellocchio, Pier Giorgio Bellocchio
Itália, 2021 - 96 min
legendo em português | M/12
O mais impressionante dos muitos e impressionantes reflexos autobiográficos na obra do inesgotável Marco Bellocchio. MARX PUÓ ASPETTARE é uma reunião da “casa Bellocchio”, uma série de conversas entre o realizador e os seus irmãos e irmãs sobre um tema abissal, um “buraco” dentro da família: o suicídio de Camillo, irmão gémeo de Marco, em 1968. Como num pequeno CITIZEN KANE, o mosaico de recordações e testemunhos tenta responder às perguntas cruciais: quem era Camillo, realmente? Por que se matou? Porque é que ninguém percebeu a tempo o que se passava com ele? O título vem da última frase que Marco Bellocchio se recorda de ter ouvido ao seu irmão, nesse ano “revolucionário” de 1968. Primeira exibição na Cinemateca.
A sessão repete no dia 28 às 22h00, na sala M. Félix Ribeiro.