CICLO
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA


  • Foi na Cinemateca, precisamente no dia 13 de setembro de 1997, que teve lugar a primeiríssima sessão do Queer Lisboa (então denominado Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa), com a exibição de UN CHANT D’AMOUR, o único filme realizado por Jean Genet. Este ano, e assinalando a 30ª edição do festival, não haverá uma retrospetiva conjunta dedicada a um só autor, mas um programa composto por uma antologia de clássicos (de fora ficaram filmes de alguns autores marcantes que foram alvo de grandes retrospetivas na Cinemateca em colaboração com o Festival, como sejam John Waters ou Derek Jarman), que pretende ser uma reflexão sobre a ideia de utopia e futuro na comunidade e cultura queer.
     
 
19/09/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

FATUCHA SUPERSTAR | SCORPIO RISING
 
21/09/2026, 21h45 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

ORLANDO
Orlando
de Sally Potter
Reino Unido, 1992 - 94 min
22/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

SHINJUKU BOYS
de Kim Longinotto, Jano Williams
Japão, 1995 - 53 min
23/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

HIGH ART
de Lisa Cholodenko
Estados Unidos, 1998 - 101 min
24/09/2026, 21h45 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

L’HOMME BLESSÉ
de Patrice Chéreau
França, 1983 - 110 min
19/09/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho
FATUCHA SUPERSTAR | SCORPIO RISING
Sessão com apresentação
FATUCHA SUPERSTAR
de João Paulo Ferreira
com Fefa Puttolini, José Cabecinha, José Manuel Rodrigues, João Carlos, Domingos Oliveira
Portugal, 1976 – 44 min / legendado eletronicamente em inglês

SCORPIO RISING
de Kenneth Anger
Estados Unidos, 1963 – 28 min / sem legendas
Duração total da projeção: 72 min | M/16

Com a Revolução ainda quente, FATUCHA SUPERSTAR desconstrói um dos maiores alicerces do Estado Novo, as aparições de Fátima. Nesta sátira delirante, e de contornos politicos, ao mito religioso, Fátima, ou Fatucha, é um travesti, de óculos escuros e descapotável que se apresenta aos pastorinhos com canções, milagres e promessas de fama. SCORPIO RISING, o filme mais célebre de Kenneth Anger, é um objeto de fetichismo sexual, com motards e blusões de couro, extraordinariamente bem filmado e montado, que mostra a transgressão formal e cultural que caracterizou o cinema underground. FATUCHA SUPERSTAR é apresentado em cópia digital e SCORPIO RISING é apresentado em 16 mm.

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21/09/2026, 21h45 | Sala M. Félix Ribeiro
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho
ORLANDO
Orlando
de Sally Potter
com Tilda Swinton, Billy Zane, Quentin Crisp
Reino Unido, 1992 - 94 min
legendado em português | M/12
Baseado no romance homónimo de Virginia Woolf, ORLANDO acompanha uma figura que atravessa quase quatro séculos de História sem sofrer grandes marcas do tempo, passando de homem a mulher a meio do percurso. Sally Potter transforma a fantasia literária numa reflexão livre sobre identidade, género, desejo e as formas como a sociedade os inscreve no corpo. Com Tilda Swinton no papel de Orlando, o filme percorre diferentes épocas e convenções, fazendo da própria transformação da personagem uma forma de liberdade. Primeira exibição na Cinemateca, a exibir em cópia 35mm.

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22/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho
SHINJUKU BOYS
de Kim Longinotto, Jano Williams
Japão, 1995 - 53 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
Em Tóquio, no bairro de Shinjuku, três jovens trabalham como anfitriões num clube frequentado exclusivamente por mulheres. SHINJUKU BOYS acompanha de perto Gaish, Tatsu e Kazuki, três homens trangénero, ou onnabe - palavra japonesa para pessoas que assumem uma identidade e apresentação masculinas - no quotidiano de um trabalho onde género, desejo e performance se cruzam. Os três falam abertamente sobre as suas experiências, relações e identidades, revelando as possibilidades e contradições de viver para além das convenções de género. Primeira exibição na Cinemateca, a exibir em cópia digital.

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23/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho
HIGH ART
de Lisa Cholodenko
com Radha Mitchell, Ally Sheedy, Patricia Clarkson
Estados Unidos, 1998 - 101 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Syd é uma jovem estagiária numa revista de fotografia quando se apaixona por Lucy, uma fotógrafa lésbica outrora reconhecida, que vive reclusa com a sua companheira, uma atriz caída em desgraça e no vício. Quando a cena artística nova-iorquina volta a interessar-se pelo trabalho de Lucy, a ambição profissional de Syd e a atração que sente pela fotógrafa tornam-se inseparáveis. Estreia de Lisa Cholodenko na realização. Primeira exibição na Cinemateca.

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24/09/2026, 21h45 | Sala M. Félix Ribeiro
A CINEMATECA COM O QUEER LISBOA

Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho
L’HOMME BLESSÉ
de Patrice Chéreau
com Jean-Hugues Anglade, Vittorio Mezzogiorno, Roland Bertin, Claude Berri, Armin Mueller-Stahl
França, 1983 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Patrice Chéreau, conhecido pelas suas encenações teatrais e operáticas, juntou-se ao escritor e fotógrafo Hervé Guibert para escrever o argumento, premiado com um César, de um filme puxado pela pulsão descontrolada de um jovem, proveniente de uma família trabalhadora da classe média, por um homem embrutecido que faz do crime violento um modo de vida. A relação entre estes dois homens, privilegiando-se a perspetiva atordoada do jovem, é filmada como se fosse uma adição, tal é a força do desejo de posse sobre o outro, ou um pesadelo febril vivido no tempo suspenso do verão, numa cidade deixada ao abandono e empestada pelo tédio e pelo spleen. “Chéreau supera-se no retrato que faz da atracão irracional movida pelo desejo”, notou Dave Kehr (Chicago Reader) aquando da estreia do filme. A exibir em cópia digital.

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