CICLO
Viagem ao Fim do Mudo


Mais três paragens na nossa viagem ao fim do mudo: esse filme único que HÄXAN, falso documentário sobre a “feitiçaria através dos tempos” que não é mais, afinal, do que um exame da “misoginia através dos tempos”; uma obra-prima da época gloriosa de Allan Dwan, STAGE STRUCK, com uma Gloria Swanson também no seu auge enquanto atriz capaz de ser e fazer tudo e mais alguma coisa (insistimos e sublinhamos: a cópia 35mm que vamos exibir, com as cores do Technicolor primitivo, é um espectáculo por sim mesma); e, finalmente, o lendário AELITA, de Protazanov, que está para as vanguardas russas como L’INHUMAINE, que vimos no mês passado, estava para as vanguardas francesas.
 
 
16/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Viagem ao Fim do Mudo

Stage Struck
Este Mundo é um Teatro
de Allan Dwan
Estados Unidos, 1925 - 70 min
 
26/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Viagem ao Fim do Mudo

Aelita
de Jakov Protazanov
URSS, 1924 - 110 min
16/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Stage Struck
Este Mundo é um Teatro
de Allan Dwan
com Gloria Swanson, Lawrence Gray, Gertrude Astor
Estados Unidos, 1925 - 70 min
legendado eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por João Paulo Esteves da Silva
Outro grandíssimo filme da dupla Dwan/Swanson, que funciona também como uma reflexão sobre o mundo do espetáculo e do estrelato – a intriga começa quando a personagem de Swanson, aborrecida porque o namorado se pôs a “flirtar” uma atriz famosa, decide ser uma atriz ainda mais famosa do que ela. A assinalar o luxo da produção, uma raridade na época: as sequências de início e de fecho eram coloridas, usando um procedimento experimental (o “Technicolor de duas cores”). A exibir em cópia 35mm.
 
26/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Aelita
de Jakov Protazanov
com Yuliya Solntseva, Nicolai Tseretelli, Valentina Kuindji
URSS, 1924 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por Filipe Raposo
Primeiro filme de ficção científica soviético, grande êxito, mas alvo de críticas por parte do regime, AELITA é um dos raros exemplos de construtivismo no cinema, à maneira de Meyerhold nos extraordinários cenários e figurinos (de autoria, respetivamente, de Sergei Kozlovsky e Aleksandra Ekster). Como tantas obras de ficção científica, o filme também é uma fábula política: chegado a Marte, um engenheiro soviético apaixona‑se pela rainha Aelita. Mas quando tenta fomentar uma revolta dos escravos, é traído por ela. Um dos pontos altos do cinema mudo soviético e do filme de ficção científica de modo geral. A exibir em cópia digital.