A LUZ VEM DO ALTO
de Henrique Campos
com Maria Dulce, Curado Ribeiro, Roberto Camardiel,
Mário Pereira, Félix Fernandez
Portugal, 1959 – 98 min | M/12
Maria Dulce (1936-2010) foi uma importante atriz de cinema e teatro. Ainda não tinha terminado o curso do Conservatório e foi escolhida para interpretar o papel de Maria de Noronha em FREI LUÍS DE SOUSA, de António Lopes Ribeiro, tinha apenas 13 anos. Entre os palcos e os
plateaux, fez carreira entre Portugal e Espanha. Mas foi graças à televisão que se tornou numa cara conhecida dos portugueses (a matriarca de ‘Os Andrades’ e outros papéis em ‘Chuva na Areia’ ou ‘Dei-te Quase Tudo’). Quando tinha 22 anos, tornou-se produtora associada do filme A LUZ VEM DO ALTO, por si protagonizado (filme que tinha outras mulheres na equipa como Maria Teresa Ramos, assistente de realização, e Ana Maria Marchent, assistente de montagem). Realizado por Henrique Campos, este é um filme que apesar da sua trama melodramática (um retorcido triângulo amoroso em terras do Alto Vouga), revela uma forte experimentação formal pontuada por “certos planos insólitos” (como referiu Luís de Pina). Será por aí, pelas suas várias marcas de modernidade, que importa agora revisitá-lo.
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