12/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Tokyo Monogatari
Viagem a Tóquio
de Yasujiro Ozu
com Chishu Ryu, Chieko Higashiyama, Setsuko Hara
Japão, 1953 - 136 min
legendado em português | M/12
Este foi o filme através do qual os espectadores ocidentais descobriram tardiamente o cinema de Ozu, em meados dos anos 70. Um casal idoso vai visitar os filhos em Tóquio, mas estes não têm tempo para lhes dar atenção. Este é o pretexto para Ozu abordar o tema central do seu cinema na fase final da sua obra, a dissolução de uma família, a separação dos membros que a compõem, a resignação diante daquilo que muda. Um momento sublime de cinema, um cineasta no apogeu da sua arte. A apresentar em cópia digital.

A sessão repete no dia 20 às 19h30, na sala Luís de Pina.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
12/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Homenagem a Manuel Faria de Almeida
Momento Noturno | Viviana | Streets of Early Sorrow | Catembe
sessão com apresentação

O programa será introduzido por MOMENTO NOTURNO, filme inédito de Faria de Almeida, em cópia agora digitalizada.
MOMENTO NOTURNO
Portugal/Reino Unido,1963 – 3 min

VIVIANA
com Maria Odete Araújo
Portugal/Reino Unido,1963 – 8 min

STREETS OF EARLY SORROW
Caminhos para a Angústia
de Manuel Faria de Almeida, Graham Parker
com Lionel Ngokani, Olívia Farjeon
Reino Unido, 1963 – 8 min / sem diálogos

CATEMBE
cortes de CATEMBE
trailer de CATEMBE
de Faria de Almeida
Portugal, 1964 – 45 min + 5 min + 11 min

duração total da projeção: 76 min | M/12                                

Coproduzido por Manuel Faria de Almeida com António da Cunha Telles, na sua versão original de 87 minutos o filme chamava-se CATEMBE – 7 DIAS EM LOURENÇO MARQUES. Retalhado pela censura que lhe impôs 103 cortes correspondentes a planos de negativo que foram destruídos, teve uma segunda versão (de 48 minutos) que foi igualmente interdita. CATEMBE é uma valiosa obra da filmografia portuguesa que permaneceu invisível durante muito tempo, e que recentemente estreou comercialmente em cópia nova. Junta-se aqui ao filme os 11 minutos de cortes que subsistiram, assim como o trailer que anuncia o projeto original. A sessão abre com duas curtas-metragens realizadas no contexto da passagem de Faria de Almeida pela London School of Film Technique. VIVIANA, que exibimos pela primeira vez na Cinemateca, aborda a asfixia da sociedade portuguesa através de uma jovem mulher. STREETS OF EARLY SORROW, conquistou o 1º Prémio Cinestud em Amesterdão. Trata-se de uma ficção influenciada pelo movimento do Free Cinema em que um jovem negro, exilado político, deambula pelas ruas Londres enquanto revive memórias traumáticas de um massacre na África do Sul.

consulte a FOLHA de MOMENTO NOTURNO + VIVIANA + STREETS OF EARLY SORROW

consulte a FOLHA de CATEMBE + CORTES DE CATEMBE + TRAILER DE CATEMBE aqui

 
 
12/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Pioneiras do Cinema Português
Maria Dulce, Produtora
A LUZ VEM DO ALTO
de Henrique Campos
com Maria Dulce, Curado Ribeiro, Roberto Camardiel,
Mário Pereira, Félix Fernandez
Portugal, 1959 – 98 min | M/12

Maria Dulce (1936-2010) foi uma importante atriz de cinema e teatro. Ainda não tinha terminado o curso do Conservatório e foi escolhida para interpretar o papel de Maria de Noronha em FREI LUÍS DE SOUSA, de António Lopes Ribeiro, tinha apenas 13 anos. Entre os palcos e os plateaux, fez carreira entre Portugal e Espanha. Mas foi graças à televisão que se tornou numa cara conhecida dos portugueses (a matriarca de ‘Os Andrades’ e outros papéis em ‘Chuva na Areia’ ou ‘Dei-te Quase Tudo’). Quando tinha 22 anos, tornou-se produtora associada do filme A LUZ VEM DO ALTO, por si protagonizado (filme que tinha outras mulheres na equipa como Maria Teresa Ramos, assistente de realização, e Ana Maria Marchent, assistente de montagem). Realizado por Henrique Campos, este é um filme que apesar da sua trama melodramática (um retorcido triângulo amoroso em terras do Alto Vouga), revela uma forte experimentação formal pontuada por “certos planos insólitos” (como referiu Luís de Pina). Será por aí, pelas suas várias marcas de modernidade, que importa agora revisitá-lo.

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12/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Tre Piani
Três Andares
de Nanni Moretti
com Margherita Buy, Nanni Moretti, Alessandro Sperduti
Itália, 2021 - 119 min
legendado em português | M/12
Um daqueles filmes de Moretti que deixam desconcertados os adeptos do realizador, por corresponder muito pouco, ou mesmo nada, à ideia mais expandida sobre o que é ou deve ser “um filme de Nanni Moretti”. TRE PIANI é um mergulho em cheio na narrativa “convencional” e popular, um pouco romanesca até (trata-se da adaptação de um “best seller”), que segue um conjunto de personagens, todas habitantes do mesmo prédio romano, e os acontecimentos – alguns trágicos, violentos – que acabam por interligar toda a gente. Sentiu-se falta do “morettianismo” mais saliente, mas é um belo filme, cheio de ressonâncias e entrelinhas a liga-lo, discretamente, a alguns temas de sempre do autor italiano. Primeira exibição na Cinemateca

A sessão repete no dia 22 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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