21/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
Cría Cuervos
Cria Corvos
de Carlos Saura
com Geraldine Chaplin, Ana Torrent, Conchita Pérez, Mayte Sanchez
Espanha, 1975 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
sessão de dia 18 com apresentação por Carlos Reviriego (Filmoteca Española)
Rodado ainda no franquismo (durante a longa agonia do ditador), CRÍA CUERVOS marca o fim de um importante período na obra de Carlos Saura, altura em que provavelmente realizou os seus melhores filmes. O título faz alusão a um provérbio espanhol: “Cria corvos e eles arrancar-te-ão os olhos”. A ação passa-se num casarão em Madrid, onde vivem três crianças, com o pai viúvo, uma criada e uma tia. Uma delas (Ana Torrent, a protagonista de EL ESPIRITU DE LA COLMENA), fechada num universo de sonho, julga-se responsável pela morte do pai e faz reaparecer a sua mãe morta, com quem mantém uma estranha relação. Mas este filme mórbido e belíssimo acaba com uma nota de otimismo. A exibir em 35 mm.

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21/04/2026, 17h30 | Sala Luís de Pina
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
CONVERSA SOBRE THOMAS HARLAN
com Stefan Drössler e Chester Harlan
A decorrer em inglês, sem tradução
Duração: 1h
21/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
WUNDKANAL
de Thomas Harlan
com Alfred Filbert, Robert Kramer, Heike Geschonneck, Rolf Niffuag
República Federal da Alemanha, França, 1984 - 107 min
Sessão com apresentação por Chester Harlan
Um filme “monstruoso”, nas palavras do próprio Thomas Harlan. Um homem de 80 anos chamado Filbert é raptado por um terrorista de esquerda. Quem é ele? O filme encena um interrogatório onde se revela que Filbert (interpretado pelo próprio Alfred Filbert) é antigo líder das SS e foi responsável pela morte de mais de 11 mil judeus e, além disso, promoveu uma técnica de eliminação de presos políticos: o suicídio manipulado. Filbert tinha sido libertado da prisão em 1977 e Harlan (por causa das suas relações familiares – o seu pai, Veit Harlan, foi o mais importante cineasta do regime nazi) encontrou-o e convenceu-o a participar num filme onde a ficção e o facto se misturam. WUNDKANAL é, simultaneamente, o julgamento e a expiação deste homem e dos homens como ele. Um filme onde a verdade é construída, desconstruída e reconstruída, onde a compaixão e o asco se confundem. A exibir em diálogo com UNSER NAZI, de Robert Kramer, documentário sobre a rodagem deste filme. Primeira apresentação na Cinemateca, a exibir em cópia digital.

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21/04/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
Evdokia
de Alexis Damianos
com Maria Vassiliou, Giorgos Koutouzis, Koula Agagiotou
Grécia, 1971 - 97 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
Um retrato que expõe as fragilidades de uma sociedade regida pela disciplina militar e uma sexualidade reprimida. O país, ainda debaixo do jugo da junta miliar, era deste modo visado pelo realizador Alexis Damianos, ao tempo também com um trabalho significativo como ator do cinema grego. Maria Vassiliou interpreta uma prostituta que se casa com um militar, relacionamento tempestuoso que está no centro deste filme emblemático do período pré-revolucionário. Primeira passagem na Cinemateca, a exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 24 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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21/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
CINÉMATON N. 598: THOMAS HARLAN | UNSER NAZI
CINÉMATON N. 598: THOMAS HARLAN
de Gérard Courant
França, 1985 – 3 min
UNSER NAZI
“O Nosso Nazi”
de Robert Kramer
França, República Federal da Alemanha, 1984 – 116 min
Duração total da projeção: 119 min
legendados eletronicamente em português | M/16

Robert Kramer e Thomas Harlan já se conheciam, mas foi a experiência do PREC que os aproximou. Enquanto o primeiro fez SCENES FROM THE CLASS STRUGGLE IN PORTUGAL, o segundo fez TORRE BELA. Uma década depois voltam a produzir uma dupla de filmes siameses. Harlan desafiou Kramer a participar em WUNDKANAL como o seu alter ego. Em contrapartida, Kramer vampirizou aquela rodagem para, com a sua câmara de vídeo, construir o retrato de um cineasta conturbado. A partir de mais de 80 horas de filmagens, Robert Kramer fez de “O Nosso Nazi” um objeto de análise, onde confronta Thomas Harlan com o desejo de expiação da culpa que sente face ao envolvimento do seu pai com o regime nazi – recorde-se que Veit Harlan realizou um dos filmes mais ardilosamente abjetos da história do cinema, “O Judeu Süss”. A sessão abre com um dos retratos silenciosos de Gérard Courant, rodado no verão de 1985, em Paris. Primeiras apresentações na Cinemateca, a exibir em cópias digitais.

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