09/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Claudia Cardinale !
THE PROFESSIONALS
Os Profissionais
de Richard Brooks
com Burt Lancaster, Lee Marvin, Robert Ryan, Woody Strode, Jack Palance, Claudia Cardinale
Estados Unidos, 1966 - 117 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Com o PINK PANTHER de Blake Edwards, THE PROFESSIONALS é um dos melhores e mais famosos produtos do breve “flirt” de Claudia Cardinale com Hollywood, ou vice-versa. Richard Brooks, por esta altura, estava em excelente forma (e este é o filme imediatamente anterior à sua obra-prima, IN COLD BLOOD), e este western revisionista, “revisionista” no sentido em que não tem ilusões idealistas e sabe que o que move as suas personagens são a cupidez e o cinismo, é também uma “revisão” do lugar das mulheres dentro do género: não é à toa que Cardinale é a única mulher num elenco que é uma coleção de actores de imagem e reputação de brutalidade (Lancaster, Marvin, Ryan, Strode, Palance…). Também por isso, e de forma quase subliminar, é um filme bastante cómico. A exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 14 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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09/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
SOFT AND HARD (A SOFT CONVERSATION BETWEEN TWO FRIENDS ON A HARD SUBJECT) + JLG/JLG
SOFT AND HARD (A SOFT CONVERSATION BETWEEN TWO FRIENDS ON A HARD SUBJECT) + JLG por JLG
SOFT AND HARD (A SOFT CONVERSATION BETWEEN TWO FRIENDS ON A HARD SUBJECT)
de Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville
Grã-Bretanha, 1986 - 48 min / legendado eletronicamente em português

JLG/JLG
JLG por JLG
de Jean-Luc Godard
com Jean-Luc Godard, Geneviève Pasquier, Denis Jadot
França, Suíça, 1994 – 55 min/ legendado eletronicamente em português

Duração total da projeção: 103 min | M/12

SOFT AND HARD é também um diálogo – entre Godard e a sua companheira Anne-Marie Miéville – onde aos temas do cinema e da televisão se acrescentam os da criação artística e das relações amorosas. Em JLG/JLG, “Auto-retrato em Dezembro”, Godard encena a sua própria solidão, a partir do local escolhido para o seu exílio voluntário: a sua casa na Suíça, nas margens do lago Leman. Trata-se de um trabalho de uma beleza assombrosa, feito de uma tristeza pontualmente cortada por assomos luminosos e marcada por uma inquietante lucidez.

A sessão repete no dia 27 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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09/04/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Casa
QUE LE DIABLE NOUS EMPORTE
Que o Diabo nos Carregue
de Jean-Claude Brisseau
com Fabienne Babe, Isabelle Prim, Anna Sigalevitch
França, 2018 - 97 min
legendado em português | M/16
O filme final de Brisseau, talvez em plena consciência disso. Outra vez rodado, com um mínimo de meios, em casa do próprio autor, é um filme que retoma os temas (e o imaginário) do cinema de Brisseau (de CHOSES SECRÈTES em diante mas também o anterior, por exemplo o de CÉLINE) para o enformar duma gravidade desconcertante, com remissões a Bresson e a Pushkin, que vive paredes meias com a sua própria irrisão. Um bom resumo para a sua obra, afinal: inclassificável, sofisticada, habitante duma críptica ambiguidade.

A sessão repete no dia 15 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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09/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Pier Paolo Pasolini - Raridades
LA RABBIA DI PASOLINI
de Pier Paolo Pasolini, Giuseppe Bertolucci
com Giorgio Bassani e Renato Guttuso (vozes)
Itália, 1963-2008 - 83 min
legendado eletronicamente em português | M/12
“LA RABBIA é um ensaio polémico e ideológico sobre acontecimentos de anos recentes, feito a partir de uma montagem de atualidades cinematográficas e curtas-metragens”, declarou Pasolini, que, para preparar o seu trabalho, visionou centenas de horas de imagens de arquivo, para responder à pergunta posta pelo produtor: “Porque é que a nossa vida é dominada pelo descontentamento, pela angústia, pela guerra e pelo medo?” O resultado é um filme-ensaio, comparável a certos trabalhos de Chris Marker. No entanto, o produtor (Gastone Ferranti) resolveu “equilibrar” o filme reduzindo o contributo de Pasolini e convidando, para uma “segunda parte”, um homem de direita, Giovanni Guareschi. Pasolini renegou o resultado (não aquilo que fizera, mas a junção das duas partes). Em 2008, Giuseppe Bertolucci promoveu a “reconstrução da versão completa” da parte de Pasolini. LA RABBIA DI PASOLINI inclui uma introdução histórica e precede a integralidade da parte realizada por Pasolini por um prólogo ao qual o realizador se viu obrigado a renunciar quando o filme passou a ter duas partes. Este prólogo baseia‑se no comentário que o realizador já havia escrito, mas consiste numa escolha especulativa de imagens do jornal de atualidades MONDO LIBERO. Primeira apresentação na Cinemateca, em cópia digital.

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