08/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Claudia Cardinale !
GLI INDIFFERENTI
Os Indiferentes
de Francesco Maselli
com Claudia Cardinale, Rod Steiger, Shelley Winters, Paulette Goddard
Itália, 1964 - 90 min
legendado em francês e eletronicamente em português | M/12
Claudia Cardinale num elenco cheio de “importações” de Hollywood (Steiger, Winters, Paulette Goddard), para uma adaptação do célebre romance de juventude de Alberto Moravia sobre a mentalidade da classe média italiana nos anos do fascismo (o livro foi publicado em 1929). Não foi um filme muito bem acolhido na época de estreia, mas o mesmo se passou com muitos outros filmes de Francesco Maselli – que, no entanto, envelheceram muito bem. Um objecto a redescobrir e a reavaliar. A exibir em cópia 35mm.

A sessão repete no dia 13 às 19h00, na sala M. Félix Ribeiro.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
08/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
CEUX DE CHEZ NOUS + ITALIANAMERICAN
CEUX DE CHEZ NOUS
de Sacha Guitry
França, 1915/1952 - 44 min

ITALIANAMERICAN
de Martin Scorsese
com Catherine, Charles e Martin Scorsese
Estados Unidos, 1974 – 45 min

Duração total da projeção: 89 min / legendados eletronicamente em português | M/12

Filho de Lucien Guitry, Sacha cresceu no ambiente da aristocracia cultural francesa. CEUX DE CHEZ NOUS (“Os Lá de Casa”), o seu primeiro contacto com o cinema (que ele desprezou durante décadas, e a que só se dedicou a partir dos anos 30), nasceu da vontade do jovem Guitry de registar as visitas famosas da casa paterna: Sarah Bernhardt, Edgar Degas, Octave Mirbeau, Auguste Renoir, Auguste Rodin, e etc…, num mostruário da elite artístico-cultural francesa do princípio do século XX (e para vários desses vultos, são as únicas imagens filmadas de que há registo). Filmado nos anos 1910, só se tornou mais acessível a partir de 1952, quando Guitry o remontou e lhe acrescentou um comentário em “off” (é esta versão, a “definitiva”, a que vamos ver). Também é “a casa dos pais” que se vê em ITALIANAMERICAN, filme de família ancorado num almoço de Martin com o pai e a mãe Scorsese. Entre outras coisas, é um retrato vivo da imigração italiana em Nova Iorque, e da vida em Little Italy. A receita das almôndegas que Catherine Scorsese prepara para a refeição tornou-se objeto de culto, um belo cruzamento gastronómico-cinéfilo.

A sessão repete no dia 13 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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08/04/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Claudia Cardinale !
LIBERA, AMORE MIO…
Livre, Meu Amor
de Mauro Bolognini
com Claudia Cardinale, Bruno Cirino, Adolfo Celi
Itália, 1975 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Libera (“livre”) é o nome da personagem de Claudia Cardinale, uma filha de anarquista que mais anarquista é ainda. Ao longo das primeiras décadas do século XX (é como o “1900” de Bolognini), Libera vive em aguerrida confrontação com todos os poderes (da Igreja ao regime fascista), junta-se à Resistência durante a II Guerra, mas também aí a sua rejeição do comunismo lhe traz mais confrontos. Através da personagem de Cardinale, Mauro Bolognini faz uma espécie de auto-retrato enquanto espírito “libero”. Primeira apresentação na Cinemateca, a exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 13 às 16h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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08/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Claudia Cardinale !
VAGHE STELLE DELL’ORSA…
de Luchino Visconti
com Jean Sorel, Claudia Cardinale, Marie Bell
Itália, França, 1965 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
VAGHE STELLE DEL’ORSA… é uma das obras menos conhecidas do autor de IL GATTOPARDO, talvez por não ser muito característica do seu estilo, pois Visconti quis que este filme fosse mais fechado e mais seco, mais “moderno” do que os que viria a fazer no seu período final, a partir de OS MALDITOS. Filmado a preto e branco, o que começava a ser raro nos anos sessenta, o filme, cujo título cita o início de um célebre poema de Giacomo Leopardi (“Belas estrelas da Ursa”), conta a paixão incestuosa de um jovem pela irmã, que se encontram na mansão paterna, quando ela regressa, acompanhada pelo marido, para se confrontar com um passado intolerável (a mãe denunciara o pai que morrera num campo de concentração).

 A sessão repete no dia 15 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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