28/03/2026, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Sábados em Família | Cinemateca Júnior
HUGO - 3D
A invenção de Hugo
de Martin Scorsese
Reino Unido, Estados Unidos, 2011 - 126 min
legendado em português | M/12
A Invenção de Hugo é baseado no bestseller de Brian Selznick, que se inspira na verdadeira história de vida do cineasta Georges Méliès (1861-1938). Corre o ano de 1930, Hugo Cabret tem 12 anos e vive de expedientes, escondido na gare de Montparnasse, em Paris, onde o pai trabalhou, até morrer, nos relógios da estação, e num autómato que Hugo se obstina em arranjar. Quando conhece Isabelle, uma jovem da sua idade, e o seu sorumbático tio Georges, dono de uma loja de brinquedos, a vida começa pouco a pouco a ganhar novo interesse. Primeira exibição na Cinemateca.

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28/03/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
NANA
de Jean Renoir
com Catherine Hessling, Jean Angelo, Werner Krauss
França, 1926 - 150 min
mudo, intertítulos em francês legendados eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por fibrja
NANA, o mais ambicioso dos poucos filmes mudos de Renoir, é uma sumptuosa adaptação do magnífico romance homónimo de Zola, próxima do grotesco de Stroheim, cuja influência Renoir reconheceu explicitamente. Foi a última colaboração de Renoir com Catherine Hessling, que foi a sua primeira mulher e tem uma performance absolutamente extravagante no papel da cortesã parisiense de fins do século XIX.

fibrja é o projecto musical de Filipa Branco Jaques, artista multidisciplinar eborense que cruza música, ilustração, instalação e performance. A sua música - inspirada por ambient, trip hop, folk e música clássica - habita o espaço entre a natureza e a civilização, a vida e a morte. O projecto expande-se à criação de paisagens sonoras e sonoplastia, em diálogo com outras formas artísticas.
Já levou esta prática à cena como compositora e intérprete em A Barragem, de Chissangue Afonso.
Formada em Artes Plásticas Multimédia (FBAUP, 2020), participa em residências e colaborações artísticas
em Portugal e no estrangeiro.

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28/03/2026, 19h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Robert Beavers, o Cinema como Revelação
ROBERT BEAVERS: PROGRAMA 6
THE HEDGE THEATER
Itália, 1986-90/2002 – 19 min / som, 35 mm

THE STOAS
Grécia, 1991-97 – 22 min / som, 35 mm

THE GROUND
Grécia, 1993-2001 – 20 min / som, 35 mm

de Robert Beavers
duração total da projeção: 61 min | M/14
THE HEDGE THEATER marca a conclusão do ciclo “My Hand Outstretched to the Winged Distance e Sightless Measure”. Foi filmado em Roma e inspira-se na arquitetura barroca de Francesco Borromini, na pintura, e num bosque de árvores com gaiolas vazias, para estabelecer analogias entre a luz de Inverno e uma paisagem verdejante. Em THE STOAS, um plano recorrente das mãos do cineasta contrasta com imagens de galerias desertas em Atenas ao amanhecer, e com as águas de um rio, num diálogo de formas e cores. THE GROUND parte da paisagem da ilha grega de Hydra, do azul do mar e do trabalho de um pedreiro, que é aproximado às ruínas de uma torre. “O que habita no espaço entre as pedras, o espaço entre a minha mão e o meu peito? Cineasta/pedreiro. Uma torre ou ruína de recordação. A cada golpe de martelo, corto a imagem e o som emerge do cinzel. Um ritmo, marcado pela repetição e animado pela variação; golpes de martelo e punho, ressoando em diálogo. Neste espaço criado pelo filme, o vazio ganha um contorno suficientemente forte para que o espectador veja mais do que a imagem – um espaço que permite a visão para além da contemplação.” (Robert Beavers). Primeiras apresentações na Cinemateca, com exceção de THE STOAS. A exibir em cópias 35mm.

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28/03/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
LOST HIGHWAY
Estrada Perdida
de David Lynch
com Bill Pullman, Patrícia Arquette, Balthazar Getty, Robert Blake
Estados Unidos, França, 1997 - 134 min
legendado em português | M/18
Um dos mais intrigantes e bizarros filmes de David Lynch, marcado por duas histórias que se completam, ao mesmo tempo que se prolongam infinitamente, sendo cada uma delas “eco” e “reflexo” da outra. A intriga ronda a personagem de um músico de jazz, que julga ser enganado pela mulher e se vê subitamente suspeito da morte dela. Dispensando decifrações, é um filme de abismos e vertigens que obrigam, sempre, a seguir em frente. A canção da inolvidável sequência de abertura, estrada fora, e que “serve” todo o filme, é de David Bowie (escrita por ele e Brian Eno em 1995): I’m Deranged.

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