14/01/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Uma Cinemateca em Chamas - Histórias de Projeção e Projecionistas
Il Giorno Della Prima Di Close Up | Namy-E Nazdik (Close Up)
IL GIORNO DELLA PRIMA DI CLOSE UP
de Nanni Moretti
Itália, 1996 – 7 min

NAMAY-E NAZDIK
Close-Up
de Abbas Kiarostami
com Abbas Kiarostami, Abolfazl Ahankhah, Mohsen Makhmalbaf
Irão, 1990 – 98 min

duração total da projeção: 105 min
legendados eletronicamente em português | M/12

CLOSE-UP conta a história de um jovem desempregado que finge ser o realizador Mohsen Makhmalbaf e que acaba por envolver uma família inteira num falso filme. Trata-se da história verdadeira de um filme falso, pelo menos até ao dia que Kiarostami o tornou verdadeiro. Segundo a lenda (contada pelo próprio realizador), quando o filme estreou, no Festival de Munique, o projecionista trocou a ordem das bobines. “Não disse nada porque me pareceu que aquela versão acidental era melhor que a minha. Quando regressei a casa remontei o filme e coloquei a sequência do autocarro, que estava originalmente no início do filme, no meio da cena do tribunal.” A sessão abre com um delicioso filme que Nanni Moretti dedicou ao dia da estreia de CLOSE-UP no seu Cinema Nuovo Sacher, em Roma. Ansioso e obsessivo, o realizador-exibidor quer controlar tudo, das sandes do bar à qualidade da projeção. Os filmes serão exibidos em cópias digitais.

A sessão repete no dia 30 às 19h00, na sala M. Félix Ribeiro.

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14/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
The Iron Curtain
Cortina de Ferro
de William A. Wellman
com Dana Andrews, Gene Tierney, June Havoc, Berry Kroeger
Estados Unidos, 1947 - 87 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Este Wellman de espionagem ficou célebre como um primeiro título da filmografia da Guerra Fria que alia suspense e rigor documentalista e terá dado ao cineasta a fama política de anticomunista primário. É um dos primeiros filmes americanos, no pós-guerra, a devolver um olhar negativo, e ameaçador, sobre a URSS. “Eu não faço filmes políticos. Depois de THE OX-BOW INCIDENT e WILD BOYS OF THE ROAD fui acusado de ser liberal. Depois de IRON CURTAIN era esquerdista. Eu sou republicano, mas abomino todos os políticos”, terá dito Wellman por altura de BLOOD ALLEY (1955). Voltando a reunir um dos pares mais em voga da época, Dana Andrews e Gene Tierney, que Wellman dirigira respetivamente em OX-BOW e THUNDER BIRDS, baseia-se na história verídica de um funcionário da Embaixada soviética no Canadá que desertou e revelou segredos sobre o seu país. A apresentar em digital.

A sessão repete no dia 28 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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14/01/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Maya Deren : No Cinema Posso Fazer o Mundo Dançar
DIVINE HORSEMEN: THE LIVING GODS OF HAITI
de Maya Deren
Estados Unidos, 1947/51-81 - 55 min
versão inglesa, legendada eletronicamente em português
O programa Histórias do Cinema: Christa Blümlinger / Harun Farocki, anteriormente previsto para esta data, foi adiado para abril, devido à impossibilidade de Christa Blümlinger se deslocar a Portugal.
Uma viagem pelo universo do Vudu e dos rituais e danças que lhe estão associadas, montada postumamente a partir de imagens filmadas por Deren nas viagens que realizou ao Haiti entre 1947 e 1951. “Quando o antropólogo chega, os deuses partem”, referia a cineasta citando um provérbio haitiano. Partiu para as Antilhas, pensando em fazer um filme em que a dança fosse um tema central, mas as cerimónias rituais da possessão, em que foi iniciada, fizeram-na mudar de ideias. DIVINE HORSEMEN só foi concluído em 1981, vinte anos depois da morte de Deren, pelo seu terceiro marido, Teiji Ito, e pela mulher deste, Cherel Winett Ito. Imagens poéticas de corpos em movimento durante os rituais, misturam-se com as palavras de Deren, retiradas de Divine Horsemen: The Living Gods of Haiti, livro com o mesmo título do filme, que publicou em 1953. Primeira exibição na Cinemateca, a apresentar em cópia 16mm. 

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14/01/2026, 21h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Uma Cinemateca em Chamas - Histórias de Projeção e Projecionistas
A Idade da Terra
de Glauber Rocha
com Tarcísio Meira, Jece Valadão, Ana Maria Magalhães
Brasil , 1980 - 152 min
M/12
Filmado em diversas regiões do Brasil, A IDADE DA TERRA mostra figuras como um Anticristo, quatro Cristos (um negro, um índio, um militar e um guerrilheiro), uma rainha das amazonas e um diabo. O último filme de Glauber Rocha é uma obra sem forma narrativa, absolutamente alegórico (“não é para ser contado, é para ser visto”). A vontade original era que a ordem das bobines fosse aleatória e decidida, a cada sessão, pelo próprio projecionista. Embora isso não tenha acontecido à época, e não tenha sido essa a prática nas projeções anteriores na Cinemateca, nesta Sessão Especial seguiremos a vontade original do realizador. Em 1981, quando a Cinemateca se preparava para a estreia portuguesa do filme (num ciclo dedicado ao realizador), deu-se o incêndio que destruiu parte do edifício. A exibir em 35 mm.

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