16/01/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
The Last Gangster
O Último Gangster
de Edward Ludwig
com Edward G. Robinson, James Stewart, Rose Stradner
Estados Unidos, 1937 - 81 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O presente filme não estava inicialmente programado no ciclo “O Trilho do Gato – William A. Wellman”, mas devido a um problema com a cópia do filme previsto para a sessão do dia 16, às 15h30, Thunder Birds: Soldiers of the Air (1942), e face à oportunidade de se exibir The Last Gangster (1937) numa cópia 35 mm de qualidade, optou-se por mostrar em substituição este título com história original coassinada por William Wellman e inspirada no caso de Al Capone. The Last Gangster, um drama familiar (em que o eixo central é a relação pai-filho) antes de – ou ante – uma guerra travada entre gangues e sobre um mafioso a braços com a justiça, segue-se a uma série de filmes “pre-code” envolvendo o submundo do crime, em que se destacam os "veículos" de algumas das atrizes favoritas de Wellman, como por exemplo Night Nurse (1931) com “a” star, Barbara Stanwyck, e Midnight Mary (1933), com a incomparável Loretta Young. Já para não falar, no lado masculino, de The Hatchet Man (1933), sobre as “Tong Wars” em curso na “Chinatown” de São Francisco, com Edward G. Robinson a interpretar um assassino a soldo chamado Wong. The Last Gangster surge lateralmente ao próprio subgénero em causa, por ser já uma obra dos “late thirties”, quando o gangster movie já se havia consolidado, graças aos sucessos de The Public Enemy (1931) e de Little Caesar (1931), de Mervyn LeRoy, portanto, apoiado na afirmação no firmamento de Hollywood de dois rostos inesquecíveis: James Cagney e Edward G. Robinson. É uma obra algo lateral ao fenómeno dos gangster movies, pelo menos, aos seus anos pioneiros, mas também é periférico em relação à filmografia de Wellman, pois, de facto, não se trata de um filme por si realizado, não deixando, contudo, de estabelecer um diálogo importante com várias linhas de força presentes na extensa filmografia de "Wild" Bill.

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16/01/2026, 17h00 | Sala Luís de Pina
Ante-Estreias
Sequências 21-22
de Sérgio Taborda
Alemanha, 2021-2022 - 60 min
com a presença de Sérgio Taborda

gratuita mediante levantamento de convite na bilheteira
“Um acontecimento é presente enquanto a sua acção se faz sentir, faz corpo com a nossa vida quotidiana. Algo que, fazendo parte da nossa atenção quotidiana, se torna por isso continuamente presente e continuamente movente. Dizemos dele que se tornou um presente que dura.” (Sérgio Taborda) As Sequências de Sérgio Taborda (Coimbra, 1958) são um trabalho “em progresso” que tem vindo a ser ciclicamente apresentado na Cinemateca. Nesta sessão apresentam-se os mais recentes títulos da série em vídeo que tem vindo a desenvolver desde 2001 a par do seu trabalho nas artes plásticas e na criação de instalações.

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16/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
The Happy Years
de William A. Wellman
com Dean Stockwell, Darryl Hockman, Scotty Beckett
Estados Unidos, 1950 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Uma Americana em Technicolor a partir de The Lawrenceville Stories d’Owen Johnson e da experiência de vida do próprio Wellman, que integrou o filho Tim Wellman no elenco encabeçado pelo muito jovem Dean Stockwell, no seu quinto ano no cinema (desde os pequenos papéis em THE VALLEY OF DECISION e ANCHORS AWEIGH e numa das suas melhores interpretações de juventude ao lado de THE BOY WITH GREEN HAIR ou DOWN TO THE SEA IN SHIPS). Stockwell interpreta um adolescente de finais do século XIX enviado para uma escola masculina para se tornar um homem ajuizado que conquista o respeito dos colegas que começam por intimidá-lo. Se a via da Americana é rara em Wellman, a narrativa da passagem à idade adulta é comum a filmes como os fabulosos THE WILD BOYS OF THE ROAD e GOOD-BYE, MY LADY, tal como o motivo das relações numa dada comunidade é transversal à sua obra. A apresentar em 35 mm.

A sessão repete no dia 29 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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16/01/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Maya Deren : No Cinema Posso Fazer o Mundo Dançar
CAT’S CRADLE | THE WONDER RING | FUSES | DANCE IN THE SUN | I WAS/I AM | LOS PASCOLEROS – TARAHUMARAS 85
duração total da projeção: 91 minutos
legendados eletronicamente em português | M/18
O programa Histórias do Cinema: Christa Blümlinger / Harun Farocki, anteriormente previsto para esta data, foi adiado para abril, devido à impossibilidade de Christa Blümlinger se deslocar a Portugal.
CAT’S CRADLE
de Stan Brakhage
Estados Unidos, 1959 – 6 min / mudo
THE WONDER RING
de Stan Brakhage
Estados Unidos, 1955 – 6 min / mudo
FUSES
de Carolee Schneemann
Estados Unidos, 1964-1967 – 21 min
DANCE IN THE SUN
de Shirley Clarke
Estados Unidos, 1952 – 7 min
I WAS/I AM
de Barbara Hammer
Estados Unidos, 1973 – 6 min 
LOS PASCOLEROS – TARAHUMARAS 85
de Raymonde Carasco, Régis Hébraud
França - México, 1996 - 27 min

duração total da projeção: 91 minutos
legendados eletronicamente em português | M/12


THE WONDER RING e CAT’S CRADLE são dois trabalhos do início de carreira de Brakhage em que os habituais métodos de filmagem e o apurado trabalho de montagem são combinados com uma exploração de momentos decisivos da sua biografia íntima, razão pela qual a primeira fase da sua obra é associada a um género mais “psicodramático” ou dos “trance films”. Brakhage descreve CAT’S CRADLE como “sexual witchcraft involving two couples and a ‘medium’ cat”. A cores, THE WONDER RING resulta de uma encomenda de Joseph Cornell e anuncia um lirismo que dominará trabalhos posteriores. FUSES revela-nos a intimidade de Carolee Schneemann e James Tenney, casal amigo de Deren que também comparece em CAT’S CRADLE, numa coreografia de corpos atravessada pelo erotismo que se apresenta como uma resposta a Brakhage, nomeadamente aos seus três filmes com o casal. A DANCE IN THE SUN é o primeiro filme de Shirley Clarke e desloca o seu trabalho da dança para o cinema, registando Daniel Nagrin num trabalho coreográfico ao ar livre em Jones Beach, Long Island. Diretamente influenciado pela obra de Deren, I WAS/I AM, de Barbara Hammer, é uma homenagem a MESHES OF THE AFTERNOON. O filme de Raymonde Carasco e Régis Hebraud parte do fresco Taharumaras e filma a preparação das encenações da Paixão no México, alternando as sequências noturnas, a preto e branco, com as sequências a cores das pinturas corporais e das danças diurnas, acompanhadas pela leitura de um texto de Antonin Artaud, relacionando-se diretamente com as experiências de DIVINE HORSEMAN (é Carasco que diz o texto da versão francesa). DANCE IN THE SUN e LOS PASCOLEROS são apresentados em cópias digitais, os restantes em 16mm. 

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16/01/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Uma Cinemateca em Chamas - Histórias de Projeção e Projecionistas
3rd Degree | Le Départ
3rd DEGREE
de Paul Sharits
Estados Unidos, 1982 – 24 min

LE DÉPART
de Jerzy Skolimowski
com Jean-Pierre Léaud, Jacqueline Bir, Paul Roland
Bélgica, 1967 – 93 min

duração total da projeção: 117 min / legendados eletronicamente em português | M/12

O Ciclo “Uma Cinemateca em Chamas” abre com película a arder. O cineasta experimental Paul Sharits apropria-se de imagens de cinema (uma sequência com uma rapariga a ser ameaçada com um fósforo em chamas) para as desacelerar ao ponto do próprio filme começar a arder perante os nossos olhos. Ela resiste à ameaça, assim como a película resiste à escaldante luz do projetor – até queimar. A sessão prossegue com LE DÉPART, protagonizado por Jean-Pierre Léaud (o rosto da Nouvelle Vague), com o seu ar de cinema mudo e corpo irrequieto. Com este filme Jerzy Skolimowski, nome maior da Nova Vaga polaca, fez a sua primeira produção deste lado do Muro, numa divertida comédia sobre a nova sociedade consumista. Um filme sobre a velocidade (das corridas de carros e da vida moderna) e sobre o tropeçar – da personagem, do próprio projetor de cinema. 3rd DEGREE é apresentado pela primeira vez na Cinemateca em 16 mm, apenas na sessão de dia 16.

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