16/12/2025, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
The Light That Failed
Luz que Se Apaga
de William A. Wellman
com Ronald Colman, Walter Huston, Muriel Angelus, Ida Lupino
Estados Unidos, 1939 - 97 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Dos dois filmes realizados por Wellman no ano dourado de 1939, este foi o que arriscou o esquecimento ao lado de BEAU GESTE, das mais conhecidas obras do cineasta. É um soberbo melodrama, baseado numa história de Rudyard Kipling, onde a perspetiva sobre o imperialismo britânico (as guerras africanas no final do século XIX) tem premonitória articulação na progressiva cegueira do protagonista, o pintor interpretado por Ronald Colman, que antes que “a luz se apague” quer completar o retrato da rapariga (Ida Lupino) por quem se encantou. A “luz que se apagava” era também a do mundo pré-guerra. Então relativamente desconhecida embora filmasse desde o início da década de 1930, Ida Lupino convenceu Wellman a entregar-lhe o papel feminino numa audição forçada, assim se encetando uma rodagem complicada entre ela e Ronald Colman, que acabou a contento, com a atriz a fazer brilhar a sua qualidade e a cintilação de estrela. A apresentar em 35 mm.

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16/12/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
Beau Geste
Beau Geste
de William A. Wellman
com Gary Cooper, Ray Milland, Robert Preston, Brian Donvely, Susan Hayward
Estados Unidos, 1939 - 112 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
Remake do filme de 1926 sobre a Legião Estrangeira de Herbert Brennon a partir do clássico de P.C. Wren, a versão de Wellman, com Gary Cooper (que começara por brilhar em WINGS), na paisagem vacilante do deserto africano, foi um dos seus títulos mais populares. Lendário como expoente do filme de aventuras dos anos 1930, imbuído do sentido de honra e bravura presente no romance, trata-se de uma epopeia colonialista a reboque da história do alistamento “forçado” de Michael “Beau” Geste, e dos seus dois irmãos, na Legião Estrangeira francesa. As três personagens enfrentam o sadismo do sargento a quem reportam, tribos amotinadas de tuaregues, duras batalhas, fazendo vencer uma reflexão sobre a lealdade e a fraternidade. A originalidade da composição dos planos e a fluidez da câmara de Wellman, que volta nesta produção Paramount ao preto-e-branco, são trunfos de BEAU GESTE, interpretado por um elenco excecional, no “melhor ano de sempre em Hollywood”. A apresentar em digital.

A sessão repete no dia 30 às 15H30, na sala M. Félix Ribeiro.

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16/12/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ritwik Ghatak: A Reinvenção do Cinema
Fear + Rendez-Vous + Nagarik Sanrakshan / Civil Defense
de Ritwik Ghatak
FEAR
Índia, 1965 – 15 min / legendado em inglês e eletronicamente em português

RENDEZ-VOUS
Índia, 1965 – 13 min / legendado em inglês e castelhano, e eletronicamente em português

NAGARIK SANRAKSHAN / CIVIL DEFENSE
Índia, 1965– 10 min / legendado em inglês e eletronicamente em português

de Ritwik Ghatak

duração total da projeção: 38 minutos | M/12

De filme para filme da trilogia iniciada com A ESTRELA ESCONDIDA, as coisas foram piorando para Gathak, e SUBARNAREKHA (1962) só estrearia em 1965, sendo um fracasso comercial. Estas curtas-metragens são contemporâneas de outras longas abortadas nos primeiros dias de rodagem (BAGALAR BANGA DARSHAN, 1965 e RONGER GOLAM, 1968). "MEDO" e "RENDEZ-VOUS" foram produzidas para televisão, assim como “CIENTISTAS DE AMANHÔ (1968), “DANÇAS DE PURULIA” (1970) ou um documentário feito por altura do centenário de Lenine (“AMAR LENINE” de 1970), exibido na URSS, mas nunca projetado na União Indiana. Outra curta-metragem de 1970 – “A QUESTÃO” – nunca foi vista por ninguém. Ghatak era desde 1965 professor do Instituto de Puna e escreveu dois romances, influenciando toda uma geração de alunos.
 
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16/12/2025, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ritwik Ghatak: A Reinvenção do Cinema
Ajantrik
“O Homem Máquina”
de Ritwik Ghatak
com Kali Banerjee, Shriman Deepak, Kajal Gupta, Keshto Mukherjee
Índia, 1958 - 120 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
AJANTRIK sucedeu a NAGARIK e como ele nunca foi distribuído comercialmente na União Indiana em parte por razões comerciais, em parte por razões políticas, dado o tom empenhado da obra, dentre todas as de Ghatak, aquela em que é mais transparente a formação marxista do autor, à época militante do Partido Comunista Hindu. “E agora deixo-vos com a escala de planos, com os planos de Jagaddal reflectido nas águas ou sobre as nuvens, com a rapariga do amor e do abandono, com o cheiro da gasolina queimada («esse cheiro que me faz viver»), com os faróis de Jagaddal no negro da noite, com o milagre, com as lágrimas do miúdo. Este texto, como este filme, não pode durar sempre. Nada pode e tudo pode, como ensina a visão desta obra longamente contemplativa. Simultaneamente, filme da desesperança e da esperança.” (João Bénard da Costa). A apresentar em cópia digital.

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