09/10/2025, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Alain Delon, A Virtude do Silêncio

Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
Plein Soleil
À Luz do Sol
de René Clément
com Alain Delon, Marie Laforêt, Maurice Ronet, Elvire Popesco
França, Itália, 1959 - 116 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Adaptação livre de O Talentoso Mr. Ripley de Patricia Highsmith (1955), o melhor filme de René Clément, com uma magnífica fotografia a cores de Henri Decae, é um dos melhores desempenhos de Alain Delon, no seu primeiro papel importante. A ação passa-se em Itália, e o jovem Delon interpreta a figura de Tom Ripley, que assassina um amigo, numa sequência magistral, e assume a sua identidade. Delon sulfuroso como raramente se viu. Foi o ator quem convenceu o realizador a dar-lhe o papel principal do filme, que o “internacionalizou”. “A personagem de PLEIN SOLEIL não é fácil de interpretar. Será que existe, a inocência criminal? Delon deve, no crime que comete, preservar essa pureza isenta de julgamento por relevar de uma psicologia que, escapando à norma da humanidade, nos escapa.” (René Clément)

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09/10/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Takový Je Zivot
Assim é a Vida
de Carl Junghans
com Vera Baranovskaia, Theodor Pistek, Valeska Gert
Checoslováquia, 1929 - 75 min
mudo, intertítulos em checo legendados eletronicamente em português | M/12
COM ACOMPANHAMENTO AO PIANO POR DANIEL SCHVETZ
Bela e rara produção checa, realizada pelo alemão Carl Junghans. A obra tem alguma semelhança com os filmes “de câmara” (Kammerspiel) alemães do período, embora a maioria dos críticos da época tenha louvado o realismo da obra. No papel principal, o de uma velha lavadeira, Vera Baranovskaia, imortalizada em A MÃE, de Pudovkine. Um filme que se situa entre o que de melhor se fez no período na Europa, no qual o realizador “é capaz de transfigurar uma imagem banal num momento de poesia” (Manuel Cintra Ferreira), o que é uma das características do bom cinema mudo.
 
Daniel Schvetz Compositor e pianista luso-argentino, professor de Composição e Análise Musical no Conservatório Nacional e na Metropolitana, colaborador do CESEM da NOVA FCSH. Divulgador, arranjador e intérprete do repertório latino-americano tanguero; conferencista e analista do repertório musical erudito dos séculos XX e XXI, com ensaios críticos sobre a obra de Bartók, Ligeti e Bill Evans. Compôs três óperas, concertos para instrumentos solistas e orquestra, obras corais e de câmara, ciclos de canções baseadas em poetas como Lorca, Pessoa, Borges, Vallejo, Camões e Natália Correia. Colaborou com a Orquestra Sinfônica Portuguesa, a OML, o Coro Lisboa Cantat, Camané, Ricardo Ribeiro, Mísia, João Barradas, Sérgio Carolino e o Remix Ensemble. É pianista residente na Cinemateca Portuguesa desde 1999.

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09/10/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Malamor / Tainted Love: Realizadores Convidados: João Pedro Rodrigues E João Rui Guerra Da Mata

em colaboração com a BoCA Bienal de Artes Contemporâneas
Alice Has Discovered the Napalm Bomb | Mahjong | Aventuras e Desventuras de Julieta Pipi ou o Processo Intrínseco Global Kafkiano de uma Vedeta Não analisado por Freud
ALICE HAS DISCOVERED THE NAPALM BOMB
de Antoni Padrós
Espanha, 1969 – 25 min / legendado eletronicamente em português

MAHJONG
de João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata
Portugal, 2013 – 33 min / english subtitles

AVENTURAS E DESVENTURAS DE JULIETA PIPI OU O PROCESSO INTRÍNSECO GLOBAL KAFKIANO DE UMA VEDETA NÃO ANALISADO POR FREUD
de Óscar Alves
Portugal, 1978 – 44 min

Duração total da projeção: 102 min | M/12
Antoni Padrós é o nome maior do cinema avant-gard catalão, tendo realizado, a partir de meados dos anos 1960, e de forma totalmente independente, uma série de filmes anárquicos e revolucionários. ALICE HAS DISCOVERED THE NAPALM BOMB inspira-se (vagamente) na Alice de Lewis Carroll, é rodado num cemitério, inclui banda-sonora do poeta Tuli Kupferberg e apresenta-se como filme de protesto burlesco ao imperialismo americano no Vietname. Menos vanguardista, mas igualmente underground, é o trabalho do coletivo Cineground que, após o 25 de Abril, fixou em Super8 a nova cena queer lisboeta, com epicentro no Scarlatty Club. AVENTURAS E DESVENTURAS DE JULIETA PIPI é protagonizado pela incontornável Belle Dominique que interpreta uma estrela de Hollywood que acaba de aterrar em Lisboa e responde às perguntas mais indiscretas numa conferência de imprensa que nos conduz através das suas memórias. Entre um e outro, surge MAHJONG, film noir rodado entre a Varziela e Vila do Conde, na maior Chinatown de Portugal. Um homem de chapéu e uma mulher desaparecida. Um sapato de salto alto, uma peruca loira e um vestido chinês.
Os filmes de Antoni Padrós e Óscar Alves são apresentados pela primeira vez na Cinemateca, ambos em cópias digitais.

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09/10/2025, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Alain Delon, A Virtude do Silêncio

Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
La Prima Notte Di Quiete
Outono Escaldante
de Valerio Zurlini
com Alain Delon, Sonia Petrova, Lea Massari, Giancarlo Giannini
Itália, França, 1972 - 130 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Entre o realismo dos seus primeiros filmes (LE RAGAZZE DI SAN FREDIANO) e o romantismo de LA RAGAZZA CON LA VALIGIA, Valerio Zurlini tem em LA PRIMA NOTTE DI QUIETE uma das suas obras mais singulares, misturando a descrição verista da vida e do vazio nas pequenas cidades (à maneira de I VITELLONI, de Fellini) com a crónica romântica da paixão de um professor por uma aluna, que terá consequências trágicas. O professor de literatura e jogador inveterado que chega em crise existencial a Rimini, num inverno nublado, é interpretado por Alain Delon noutro dos seus grandes papéis, à luz da sensibilidade de Zurlini. Também deste filme Delon foi (co)produtor, impondo cortes na versão francesa de época – chamada LE PROFESSEUR, sem a carga poética do título original inspirado em Goethe, foi uma versão amputada durante anos, numa mutilação sobre a qual Delon viria a declarar arrependimento.

A sessão repete no dia 13  às 16h30, na Sala M. Félix Ribeiro

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