07/08/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Com a lembrança do bombardeamento de Hiroshima em fundo (“Non, tu n’a rien vu à Hiroshima”), uma atriz francesa evoca, através do seu amor por um japonês, uma paixão condenada do passado: a relação com um oficial alemão durante a ocupação de França na Segunda Guerra. Viagem pelo tempo e pela memória, pelo desejo e pela impossibilidade do esquecimento, com argumento de Marguerite Duras. Grande êxito no Festival de Cannes de 1959, o mesmo que consagrou LES 400 COUPS, HIROSHIMA MON AMOUR é uma das obras mais marcantes do cinema dos anos 50. Inesquecível o plano de abertura em que, como um dia escreveu Siegfried Kracauer, no seu
Theory of Film: The Redemption of Physical Reality, a propósito da função reveladora do cinema, “as texturas da pele são reminiscentes de fotografias aéreas”.
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