Na década de 40, durante a Segunda Guerra Mundial, na paz podre do salazarismo, SEM SOMBRA DE PECADO segue a relação de um militar com uma mulher misteriosa. Enquanto cumpre o serviço militar, Henrique, um jovem que pertence a uma família burguesa abastada, começa a receber misteriosos telefonemas de uma mulher. Segue-se uma série de encontros sem consequência, que desembocam numa revelação: o amor e a guerra têm muito em comum. Baseado no conto
E Aos Costumes Disse Nada, de David Mourão-Ferreira, o filme de José Fonseca e Costa foi apresentado em Cannes, na Quinzena dos Realizadores, e garantiu o futuro de Eduardo Serra enquanto diretor de fotografia. Como recordou, em 2002, ao jornal
Público “do ponto de vista cinematográfico, não devo nada a Portugal. [No entanto,] devo muito ao Fonseca e Costa. [SEM SOMBRA DE PECADO] era um filme a que, no estado em que estava a minha carreira, eu ainda não teria acesso. Ele apostou em mim e isso foi decisivo para a minha carreira, mesmo em França”.
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