14/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Gita Cerveira
O Herói
de Zezé Gamboa
com Makena Diop, Milton ‘Santo’ Coelho, Maria Ceiça
Angola, França, Portugal, 2004 - 97 min
M/12
Sessão com apresentação
A estreia de O HERÓI, simultânea com a de COMBOIO DA CANHOCA e de NA CIDADE VAZIA parecia prometer novo alento para o cinema angolano, finda a guerra civil. Vitório, que pisou uma mina, é desmobilizado para logo descobrir que, nas ruas da capital, a guerra se trava em cada esquina. Com o conflito bem vivo na memória e inscrito no corpo, sonha um amor impossível com Joana, uma professora que ainda acredita num futuro para o país, reencontrando-se com a sua humanidade com uma prostituta que o ajuda, Maria Bárbara, e com Manu, que busca o pai desaparecido e com o qual inventa uma família possível. Grande prémio do júri no Festival de Sundance de 2005, foi melhor primeira obra nas jornadas cinematográficas de Cartago, entre várias outras distinções em vários festivais.
15/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Gita Cerveira
O Último Mergulho
de João César Monteiro
com Fabienne Babe, Canto e Castro, Francesca Prandi, Rita Blanco, Dinis Neto Jorge
Portugal, França , 1992 - 90 min
legendado em português | M/12
O ÚLTIMO MERGULHO é o “esboço de filme” em que João César Monteiro filma “A Água”, a pretexto da série “Os Quatro Elementos”. As personagens são três prostitutas, uma delas muda, e, de novo na obra de César, Lisboa, aqui sobretudo noturna. Neste filme de risco, há tangos, fados, um plano a bordo de um barco para um par dançarino ao som de Par les vallées et les colines (Kapsa) e duas sequências ímpares: a do campo de girassóis, em que “a canção” da banda sonora é água marítima; a do bando de flamingos que leva ao desfecho a negro com Hölderlin na voz de Luis Miguel Cintra sobre uma ária das Variações Goldberg de Bach.
16/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
In Memoriam Gita Cerveira
Virgem Margarida
de Licínio Azevedo
com Iva Mugalela, Hermelinda Cimela, Rosa Mário, Ana Maria Albino
Moçambique, Portugal, França, 2011 - 85 min
M/12
Em finais de 1975, prostitutas moçambicanas foram levadas para “centros de reeducação” onde lhes eram impostos trabalhos forçados e disciplina militar. Um depoimento sobre como uma camponesa que estava na cidade para comprar o enxoval foi levada por engano pela polícia originou a longa-metragem de ficção VIRGEM MARGARIDA, inspirada em situações e personagens reais: “É sobre os antagonismos da libertação [das mulheres]. Remete para a emancipação das mulheres africanas em situações distintas: alfabetizadas ou não, a mulher colonizada e a mulher revolucionária, que percebe a disciplina imposta pelo homem. […] A reeducação de prostitutas, militares e camponesas foi afinal um processo de mútuo conhecimento, que as leva a unirem-se para se libertarem” (Licínio Azevedo).