CICLO
A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut


O Director’s Cut, secção dedicada à história do cinema, passou a dedicar-se exclusivamente ao cinema de património em 2025, apresentando uma seleção de filmes em novas cópias digitais recentemente restauradas. Aqui pretende-se revisitar a história do cinema, recuperando filmes esquecidos, destacando pérolas obscuras e propondo novos títulos para o cânone do “grande cinema”. Este ano, os cinco filmes apresentam uma mostra bastante eclética: entre curiosidades e obras-primas, entre a sátira política e o cinema de terror erótico, entre o documentário militante e o biopic feminista, passando pelo policial noir japonês.
 
06/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut

Jigoku No Banken: Akai Megane
“Os Óculos Vermelhos”
de Mamoru Oshii
Japão, 1987 - 116 min
 
07/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut

Regarde, Elle A Les Yeux Grands Ouverts
de Yann Le Masson e do coletivo de mulheres do MLAC
França, 1980 - 117 min
08/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut

Mamma
de Suzanne Osten
Suécia, 1982 - 92 min
09/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut

Regarde, Elle A Les Yeux Grands Ouverts
de Yann Le Masson e do coletivo de mulheres do MLAC
França, 1980 - 117 min
06/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut
Jigoku No Banken: Akai Megane
“Os Óculos Vermelhos”
de Mamoru Oshii
com Shigeru Chiba, Machiko Washio, Hideyuki Tanaka, Tesshô Genda, Mako Hyôdô
Japão, 1987 - 116 min
legendado eletronicamente em português e inglês | M/12
Filme de ficção-científica em modo policial neo-noir, onde as imagens de um futuro distópico (onde a Alemanha venceu a Segunda Guerra e as massas noodle foram proibidas) se confundem com o delírio surrealista do seu protagonista. Eis JIGOKU NO BANKEN, primeiro filme de ação real do realizador de animação japonês, Mamoru Oshii, autor de GHOST IN THE SHELL e ANGEL’S EGG. Após uma tentativa falhada de rebelião, um antigo polícia regressa à sua Tóquio natal, depois de três anos de exílio, para descobrir como tudo mudou e todos se tornaram em espiões ou agentes duplos. Algures entre o delírio visual de Seijun Suzuki e o humor de Jean-Luc Godard (com a atmosfera sórdida de THE THIRD MAN), o filme é apresentado numa nova cópia digital 4K, restaurada graças à contribuição de 3000 admiradores, numa campanha de crowdfunding. Primeira apresentação na Cinemateca.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
07/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut
Regarde, Elle A Les Yeux Grands Ouverts
de Yann Le Masson e do coletivo de mulheres do MLAC
França, 1980 - 117 min
legendado eletronicamente em português e inglês | M/12
Embora Yann Le Masson seja mais conhecido pelo seu trabalho como operador de câmara e diretor de fotografia (em filmes de Chris Marker, William Klein ou Dusan Makavejev), ele foi um importante documentarista, dono de uma curta e secreta obra composta por filmes militantes. Rodado ao longo de mais de cinco anos, este é um documentário feito com um grupo de mulheres de Aix-en-Provence, pertencentes ao MLAC (Mouvement pour la liberté de l’avortement et de la contraception). Este coletivo organiza partos e abortos, feitos de forma comunitária e sem auxílio de pessoal médico. Por isso, mesmo após a promulgação da lei que despenalizou o aborto em França, seis destas mulheres foram levadas a tribunal pela sua atividade. REGARDE, ELLE A LES YEUX GRANDS OUVERTS é um dos retratos mais vívidos do espírito comunitário e inclui uma das mais comoventes sequências de parto da história do cinema. O filme será apresentado, pela primeira vez fora de França, na nova cópia digital restaurada que repõe a versão longa do filme (com mais 40 minutos).

A sessão repete no dia 09 às 19h30, na sala Luís de Pina.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui

 
08/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut
Mamma
de Suzanne Osten
com Malin Ek, Etienne Glaser, Heinz Hoening, Moa Stridbeck
Suécia, 1982 - 92 min
legendado eletronicamente em português e inglês | M/12
MAMMA é o primeiro filme da realizadora sueca Suzanne Osten (falecida em 2024), dedicado à sua mãe, Gerd Osten, a mais importante crítica de cinema da Suécia da sua geração. Mas antes da sua afirmação nas revistas e jornais, Osten tentou tornar-se realizadora no final dos anos 1930. MAMMA é uma ficção biográfica sobre esses primeiros anos em que Gerd lutou contra uma indústria de cinema patriarcal – e contra o regime imposto pela ocupação nazi da Suécia. Trata-se, em certa medida, de uma reparação histórica, já que a filha acabou por fazer o filme que a mãe não conseguiu: uma história de aventuras com uma protagonista forte que quebra todos os estereótipos sobre o papel da mulher na sociedade. Inclui um retrato alegórico de Ingmar Bergman, já que Gerd foi anotadora do seu terceiro filme, Um Barco para a Índia. Um filme cinéfilo sobre a condição da mulher. Primeira apresentação fora da Suécia do novo restauro digital do filme produzido pelo Svenska Filminstitutet.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
09/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Cinemateca com o IndieLisboa - Director's Cut
Regarde, Elle A Les Yeux Grands Ouverts
de Yann Le Masson e do coletivo de mulheres do MLAC
França, 1980 - 117 min
legendado eletronicamente em português e inglês | M/12
Embora Yann Le Masson seja mais conhecido pelo seu trabalho como operador de câmara e diretor de fotografia (em filmes de Chris Marker, William Klein ou Dusan Makavejev), ele foi um importante documentarista, dono de uma curta e secreta obra composta por filmes militantes. Rodado ao longo de mais de cinco anos, este é um documentário feito com um grupo de mulheres de Aix-en-Provence, pertencentes ao MLAC (Mouvement pour la liberté de l’avortement et de la contraception). Este coletivo organiza partos e abortos, feitos de forma comunitária e sem auxílio de pessoal médico. Por isso, mesmo após a promulgação da lei que despenalizou o aborto em França, seis destas mulheres foram levadas a tribunal pela sua atividade. REGARDE, ELLE A LES YEUX GRANDS OUVERTS é um dos retratos mais vívidos do espírito comunitário e inclui uma das mais comoventes sequências de parto da história do cinema. O filme será apresentado, pela primeira vez fora de França, na nova cópia digital restaurada que repõe a versão longa do filme (com mais 40 minutos).

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui