Produzido por Frank Capra sob encomenda governamental, ficou como uma espécie de adenda à série WHY WE FIGHT. Quando o projeto foi lançado, em 1942 (logo a seguir à entrada dos EUA na II Guerra), tratava-se de atrair para a causa da guerra a população afroamericana, sobretudo a que vivia sob segregação nos estados do Sul e que se sentia, por boas razões, desvinculada das causas nacionais de um país que lhe negava a cidadania plena. Nesse aspeto, o filme (escrito por Carlton Moss, que vinha do teatro negro do Harlem e depois se tornou um documentarista da cultura afro-americana) tem coisas de importância histórica extraordinária, como a admissão formal, em jeito de pedido de desculpas, dos maus-tratos a que a nação norte-americana submeteu a sua população negra. Quando ficou pronto, em 1944, na reta final da II Guerra, já não teria muito uso como “propaganda de alistamento”, e inicialmente foi apenas mostrado em contexto militar, e aos soldados afroamericanos. Foi a receção entusiástica deles que levou a uma divulgação mais vasta, primeiro para todo o exército americano e depois, com a estreia no circuito comercial, para o público em geral. Um filme muito singular, que é um marco cinematográfico e político na abordagem das questões raciais nos EUA. A exibir em cópia digital.
A sessão repete no dia 24 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.
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