Escrito, realizado e produzido por Jafar Panahi no Irão, URSOS NÃO HÁ foi rodado na clandestinidade, na fronteira com a Turquia, retratando, diz a sinopse, “duas histórias de amor perturbadas por obstáculos inevitáveis, a força da superstição e os mecanismos do poder”. Trata-se de novo corajoso filme do grande Jafar Panahi, que durante largos anos escolheu a liberdade de filmar no seu país pagando o custo da vigilância apertada do regime, das circunstâncias opressivas, da clausura. Neste filme interpreta um cineasta com o seu nome que dirige, à distância, uma filmagem no outro lado da fronteira à volta de um casal de refugiados que aguarda a fuga para França. “Uma forma de rebelião contra uma ordem social hipócrita que é um eco premonitório das atuais revoltas das mulheres no Irão. Ao tirar o
hijab elas dizem à sua maneira: circulem, não há nada para ver, não há ursos” (
Cahiers du cinéma). Primeira apresentação na Cinemateca.
consulte a FOLHA DA CINEMATECA aqui