É um drama familiar, um filme político, um
road movie, a história de uma fuga, a maravilha da sintonia do retrato de uma criança, a personagem e o ator que a interpreta a cantar, a dançar, a agradecer a beleza da paisagem quando os pais e o jovem adulto seu irmão se exaltam ou contêm as lágrimas, mais o cão que os acompanha na viagem de automóvel que atravessa o Irão rumo à fronteira? A primeira obra de Panah Panahi, filho de Jafar Panahi e seu assistente ou colaborador em filmes recentes, foi uma descoberta do início dos anos 2020, novo caso transbordante da energia do cinema iraniano. “O carro é o lugar intermediário em que temos uma liberdade relativa [no Irão repressivo]: podemos falar dos assuntos que quisermos, ouvir a música que quisermos e mesmo se for guiado por uma mulher ela não será incomodada como o seria na rua” (Panah Panahi, em entrevista ao
Público, 2022). Primeira apresentação na Cinemateca.
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