Depois de uma estreia ribombante, com I PUGNI IN TASCA, Bellocchio decidiu aprofundar a sua crítica ao modelo de família burguês, refletindo sobre o contexto politicamente conturbado da Itália – da Europa e do mundo – no final dos anos 60. Bellocchio disseca, como que com um bisturi, a rede de relações de uma família atravessada por vários desaguisados sentimentais e políticos, em que se destaca a luta fratricida entre o abastado Professor Vittorio (Glauco Mauri), candidato socialista nas próximas eleições autárquicas, e Camillo (Pierluigi Aprà), um inveterado maoísta. Comédia negra absolutamente implacável, que, à época, valeu a Bellocchio o Prémio Especial do Júri do Festival de Veneza em
ex aequo com LA CHINOISE de Godard, filme-irmão pré-Maio de 68.
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