02/06/2026, 10h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Cinema Cem Anos de Juventude
FILMES-ENSAIO:VIVER EM ALGUM LUGAR (AQUI OU NOUTRO LADO)
FILMES-ENSAIO:VIVER EM ALGUM LUGAR (AQUI OU NOUTRO LADO)
de vários realizadores
Portugal, 2025-2026
Sessão com apresentação e seguida de debate | Entrada livre, mediante levantamento de bilhete trinta minutos antes do início da sessão
 
Os filmes-ensaio realizados no ano letivo 2025-2026 em 8 escolas portuguesas de diferentes regiões (Sintra, Lisboa, Serpa, Mértola), desenvolvidos sob o tema “Viver em algum lugar (aqui ou noutro lado)”,  são apresentados com a presença das equipas que os pensaram e realizaram, que irão agora dar conta da sua experiência. “O cinema permite-nos entrar na cabeça de uma personagem cujo meio e modo de vida são totalmente diferentes dos nossos. Por exemplo: ONDE FICA A CASA DO MEU AMIGO? permite-nos compreender um menino iraniano que vive numa aldeia remota nas montanhas; O PEQUENO FUGITIVO permite identificarmo-nos com um menino novaiorquino de um bairro pobre; MAMMA ROMA dá-nos acesso ao que se passa na cabeça de um rapaz, que de um dia para o outro se vê a viver no coração da cidade de Roma. O cinema é a arte mais bem posicionada para captar e compreender esse envolvimento da pessoa com o meio em que se insere. O cinema capta simultaneamente as personagens e o espaço, o décor, a paisagem onde elas vivem. Dispõe de meios específicos para pôr em relação o indivíduo com o seu modo de vida e a forma como evoluem. A mise en scène, o tratamento do espaço, a planificação, a relação com o ambiente sonoro, a montagem.” (Alain Bergala, excerto das notas de intenções sobre o tema do ano em trabalho)

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02/06/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
KENTUCKY PRIDE
de John Ford
com Henry B. Walthall, Gertrude Astor, Peaches Jackson
Estados Unidos, 1925 - 70 min
legendado eletronicamente em português
acompanhamento ao piano por João Paulo Esteves da Silva
John Ford filmou muitos cavalos ao longo da obra, como seria de esperar em quem fez tantos “westerns”. Mas este KENTUCKY PRIDE é o seu autêntico “filme de cavalos”, aquele em que os animais são mais importantes do que os cavaleiros. É a história de uma égua – contada, nos intertítulos, por ela própria! – e dos vários donos por que vai passando, num relato de glória e perdição que é ao mesmo tempo muito doce e muito trágico. É espantoso que, praticamente 40 anos antes, Ford tenha tido uma intuição semelhante à de Robert Bresson, e este é, com uma égua em vez de um burro, o seu AU HASARD BALTHASAR. Belíssimo filme, belíssimo.

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02/06/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Revisitar os Grandes Géneros: O Musical (I)
LE MILLION
O Milhão
de René Clair
com René Lefebvre, Annabella, Paul Olivier
França , 1931 - 82 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Quando o som se impôs definitivamente ao cinema, à roda de 1930, René Clair não o recusou, como outros ilustres cineastas (Chaplin e Eisenstein, por exemplo), mas tentou encontrar uma síntese entre as conquistas da “arte muda” e o “teatro enlatado” que proliferou durante um certo tempo. Fez alguns filmes semi-falados, nos quais a música de fundo tem grande importância e substitui por vezes o diálogo. É o que se passa em LE MILLION, que conta a história de um homem em busca do casaco que vendera, em cujo bolso há um bilhete premiado de lotaria. O filme acaba com uma série de canções, sendo a música da autoria de Georges Van Parys, importante compositor do cinema francês.

A sessão repete no dia 17 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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02/06/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: O Musical (I)
HALLELLUJAH!
Aleluia!
de King Vidor
com Daniel L. Haynes, Nina Mae McKinney, William Fountaine
Estados Unidos, 1929 - 106 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O primeiro filme sonoro de King Vidor foi uma experiência revolucionária para o seu tempo, com um elenco inteiramente formado por atores negros. Conta uma história de redenção de um homem depois de ter morto o irmão, e que se torna pregador, ao som de espirituais negros, com o “Old South” em pano de fundo.

A sessão repete no dia 18 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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