26/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Grey Gardens
de David Maysles, Albert Maysles, Ellen Hovde, Muffie Meyer
com Edith “Big Edie” Ewing Bouvier Beale, Edith “Little Edie” Ewing Bouvier Beale, Norman Vincent Peale
Estados Unidos, 1976 - 94 min
legendado em português | M/12
Sessão seguida de conversa, em colaboração com a Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares
Retrato do quotidiano da excêntrica parelha formada por uma mãe e uma filha com o mesmo nome, “Big” e “Little Edie” Bouvier Beale, de origem aristocrata mas condição financeira miserável, moradoras numa mansão decadente num bairro rico de East Hampton, Nova Iorque. GREY GARDENS é um dos títulos da importante obra documental de David e Albert Maysles (aqui, em colaboração com Ellen Hovde e Muffie Meyer), despertados para a existência de Grey Gardens por uma notícia de jornal que descrevia as condições de vida miseráveis de duas primas de Jacqueline Kennedy. Especialmente centrado na relação entre as duas mulheres, foi polémico quando estreou, merecendo críticas severas aos irmãos Maysles, acusados de explorar as suas protagonistas e subverter os princípios do “direct cinema”. A exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 27 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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26/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Aelita
de Jakov Protazanov
com Yuliya Solntseva, Nicolai Tseretelli, Valentina Kuindji
URSS, 1924 - 84 min
intertitulos em francês legendados eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por Filipe Raposo
Primeiro filme de ficção científica soviético, grande êxito, mas alvo de críticas por parte do regime, AELITA é um dos raros exemplos de construtivismo no cinema, à maneira de Meyerhold nos extraordinários cenários e figurinos (de autoria, respetivamente, de Sergei Kozlovsky e Aleksandra Ekster). Como tantas obras de ficção científica, o filme também é uma fábula política: chegado a Marte, um engenheiro soviético apaixona‑se pela rainha Aelita. Mas quando tenta fomentar uma revolta dos escravos, é traído por ela. Um dos pontos altos do cinema mudo soviético e do filme de ficção científica de modo geral. A exibir em cópia digital.

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26/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Pioneiras do Cinema Português
Realizadoras Amadoras
Entrada livre, mediante levantamento de ingresso na bilheteira uma hora antes da sessão (sujeito à lotação da sala)
FILMES DA FAMÍLIA MANUELA DE SOUZA
FILMES DA FAMÍLIA MIRANDA
provenientes da Videoteca Municipal de Lisboa
TEATRO INFANTIL – ARTES DE MAGIA
de Maria Helena Noronha Feyo
Portugal, Angola, 1959 – 17 min

Duração total da projeção: 41 min / sem som

Provenientes da coleção da Videoteca Municipal de Lisboa, apresenta-se uma seleção de filmes domésticos das famílias Manuela de Souza e Miranda, rodados nos anos 1950 e 60, onde a câmara de filmar circulava pelos vários elementos: mãe, pai, filhas, avós, tios e tias. A “autoria” dilui-se no seio familiar, mas não será por isso que estas imagens deixarão de nos cativar pela forma como fixam o olhar de algumas destas mulheres cinegrafistas. Já o caso de Maria Helena Noronha Feyo é mais complexo. Estão-lhe atribuídos dois filmes, ambos filmados pelo seu marido, José Maria Noronha Feyo, diretor da Diamang (Companhia de Diamantes de Angola). Tratam-se de festas infantis concebidas, escritas, encenadas, musicadas, vestidas e decoradas por Maria Helena, onde participam os filhos dos funcionários da empresa. O registo, filmado em película de 16mm colorida, plano fixo, geral e em sequência, limita-se a fixar a peça – sem som. Mas guarda-se o programa das festas com indicações do acompanhamento musical (que será aqui reproduzido de forma tentativa).

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26/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Pioneiras do Cinema Português
Edila Gaitonde, Viajante
Com a presença de Ricardo Leite
BOMBAY – GOA
de Edila Gaitonde
Índia, [1970] – 12 min

AS MAÇÃS AZUIS
de Ricardo Leite
com Edila Gaitonde
Portugal, 2022 – 83 min

Duração total da projeção: 95 min | M/12 / legendada eletrónicamente em português

Edila Gaitonde (1921-2021) nasceu na Horta, Açores, e deixou o arquipélago em 1943 para vir estudar piano em Lisboa. Aí adoeceu, foi tratada pelo médico (e escritor e ativista anticolonial) goês Pundalik Gaitonde e os dois apaixonaram-se. Edila foi a primeira mulher portuguesa a casar com um goês de origem indiana durante a ditadura. Lutadora pela independência de Goa, professora de piano, apresentadora de rádio, foi também realizadora, tendo assinado cerca de duas dezenas de documentários em 8mm e Super8. Apesar do suporte amador, os filmes de Edila são particularmente cuidados (filmados com profissionalismo, montados e sonorizados com música e narração). São delicados retratos das coisas ao seu redor, onde o ímpeto pedagógico se fundia com o entusiasmo pelo mundo: os Açores, Lisboa, Goa, Londres, a Nova Inglaterra. O realizador Ricardo Leite conheceu-a, aos 95 anos, e ajudou a recuperar os seus filmes. AS MAÇÃS AZUIS é o documentário que lhe dedicou, onde nos conta sobre a sua vida, a sua ação política e o seu cinema.

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