29/09/2022, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam James Caan
El Dorado
de Howard Hawks
com John Wayne, Robert Mitchum, James Caan
Estados Unidos, 1967 - 126 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Ao fazer este filme, Howard Hawks tinha 79 anos e EL DORADO é um belíssimo filme de fim de carreira. Trata-se de uma variação de outro western, RIO BRAVO, feito pelo mesmo realizador cerca de oito anos antes. Hawks pega na mesma situação – a esquadra de uma pequena localidade que é alvo de cerco e ataque por um grupo de pistoleiros que quer libertar os chefes –, mas introduz algumas variantes que reforçam o humor (os heróis estropiados) e conta com um par perfeito e extremamente contrastante: John Wayne e Robert Mitchum. Braço direito da personagem de John Wayne, James Caan é Mississipi, um cowboy com talento para a poesia e pouco amor às armas: “porque é que James Caan nunca mais foi tão bom?”, perguntava-se João Bénard da Costa aquando da primeira passagem do filme na Cinemateca.

consulte a FOLHA DA CINEMATECA aqui
29/09/2022, 18h30 | Sala Luís de Pina
Ante-Estreias
La Revolución (Es) Probable | Nem Pássaro Nem Peixe
duração total da projeção - 73 min | M/12
sessão seguida de debate com as realizadoras
LA REVOLUCIÓN (ES) PROBABLE
de Lee Douglas, Maria Ruido e Paula Barreiro López
Espanha, Portugal, 2022 – 30 min  

NEM PÁSSARO NEM PEIXE
de Solveig Nordlund
com Luis Miguel Cintra, Lia Gama, Glicínia Quartin, Francisca Menezes, Robert Kramer, Manuel Amado
Portugal, 1977 – 43 min

Uma sessão que reúne o primeiro filme assinado a solo por Solveig Nordlund com um recente filme-ensaio sobre as imagens da revolução portuguesa de 1974.  LA REVOLUCIÓN (ES) PROBABLE justapõe imagens dos filmes realizados por algumas das cooperativas e cineastas que filmaram a revolução (VirVer, Grupo Zero, Cinequipa) num ensaio visual que dialoga sobre as experiências após as mudanças políticas na Espanha e em Portugal. NEM PÁSSARO NEM PEIXE, produzido pelo Grupo Zero, tem diálogos de Luísa Neto Jorge e fotografia de Acácio de Almeida, “aparece-nos como uma curiosa hipótese de filme “pós-revolucionário”. Quer dizer, um filme que corresponde já a um período de uma certa ressaca, em que os fervores se esgotaram e os equívocos se tomaram mais límpidos – um filme que instala uma distância entre si e a revolução, portanto.” (Luís Miguel Oliveira)
 
29/09/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
João Botelho – Os Filmes São Histórias, O Cinema é a Maneira de as Filmar
O Ano da Morte de Ricardo Reis
de João Botelho
com Chico Diaz, Luís Lima Barreto, Catarina Wallenstein, Victoria Guerra
Portugal, 2020 - 129 min | M/12
As incursões de João Botelho no mundo de Fernando Pessoa fizeram um desvio pela obra de José Saramago, especificamente o romance por ele publicado em 1984 e que dá título ao filme. Ricardo Reis, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, regressa a Lisboa (em 1935, o ano da morte de Pessoa) depois de uma longa ausência e observa os sinistros acontecimentos que têm lugar em Portugal e na Europa. Botelho teve uma atitude radical ao transcrever o romance e baseou o seu filme inteiramente no verbo, fiel ao “cinema do tempo” e não ao “cinema do movimento”. Primeira apresentação na Cinemateca.
 
29/09/2022, 21h00 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam James Caan
The Godfather Part II
O Padrinho – Parte II
de Francis Ford Coppola
com Al Pacino, Robert De Niro, Robert Duvall, Diane Keaton, James Caan
Estados Unidos, 1974 - 202 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Segunda parte da saga do mafioso Michael Corleone, a sua conquista do poder e esforços para legalização da atividade da organização, contada em paralelo com a iniciação de seu pai, Don Vito Corleone, nos anos 20. Vencedor dos Oscars de melhor filme, realização e interpretação (Robert De Niro), entre outros. “A ousadia da Parte II é que amplia o escopo e aprofunda o sentido do primeiro filme. Visualmente, é mais complexo e belo do que a primeira parte, tal como é tematicamente mais rico. (...) Trata-se de uma visão épica sobre a corrupção na América”, escreveu Pauline Kael, uma das críticas mais influentes da chamada Nova Hollywood. James Caan conta com uma breve mas significativa aparição, num flashback de uma refeição familiar em que se marca decisivamente o destino – e a solidão martirizada, num plano final magnífico – de Michael Corleone.