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02/06/2021, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: Film Noir | No Coração do Noir
The Glass Key
Sou Eu o Criminoso
de Stuart Heisler
com Bria Donlevy, Veronika Lake, Alan Ladd, Bonita Granville, Richard Denning, Joseph Calleia
Estados Unidos, 1942 - 85 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Remake do filme homónimo de 1935 de Frank Tuttle baseado num romance de Dashiell Hammett (1931), é um dos filmes da dupla noir formada por Veronika Lake e Alan Ladd, reunidos por Tuttle no mesmo ano em THIS GUN FOR HIRE (que com este filme partilha outras afinidades) ou mais tarde em THE BLUE DAHLIA (George Marshall, 1946). Paradigmático do noir, desde logo nas motivações obscuras das personagens e na tonalidade do ambiente estimulado pela fotografia low-key de Theodor Sparkuhl, THE GLASS KEY destila uma forte carga sexual e uma assinalável ambiguidade. A produção da Paramount é um título incontornável da filmografia noir, em que se encontram elementos retomados por Howard Hawks quando, na Warner, juntou Bogart e Bacall em THE BIG SLEEP (1946). A última passagem na Cinemateca foi em 2007; a apresentar em cópia digital.

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02/06/2021, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: Film Noir | No Coração do Noir
The Maltese Falcon
Relíquia Macabra
de John Huston
com Humphrey Bogart, Mary Astor, Peter Lorre, Sidney Greenstreet
Estados Unidos, 1941 - 100 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
A primeira obra de John Huston, a partir de Dashiell Hammett, constrói-se como um dos primeiros noir americanos a partir do thriller e do filme urbano de gangsters, em que os anos 1930 foram pródigos, ilustrando o seu espírito e regras estilísticas: as razões que movem as personagens são obscuras, sobressaindo um ambiente de negrume claustrofóbico atravessado pela omnipresença do mal. Mortes misteriosas, ruelas noturnas e sombras ameaçadoras povoam o filme magnificamente fotografado por Arthur Edeso, que estabeleceu a persona, e o estrelato, de Humphrey Bogart. Na pele do detetive privado Sam Spade, Bogart protagoniza a intrincada história que gira à volta de uma estatueta em forma de falcão, acabando obrigado a entregar à polícia a mulher por quem se apaixona. "This is the stuff that dreams are made of." A última passagem na Cinemateca foi em 2013.

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02/06/2021, 20h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Carta Branca a Augusto M. Seabra
Cinq et la Peau
de Pierre Rissient
com Féodor Atkine, Eiko Matsuda, Gloria Diaz
França, Filipinas, 1982 - 95 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Sessão apresentada por Augusto M. Seabra
Um dos críticos de cinema mais influentes da sua geração, Pierre Rissient foi também realizador, tendo assinado, nessa qualidade, duas longas-metragens pouco vistas. Esta segunda e derradeira obra, fora de circulação praticamente desde o ano da sua estreia, consagra, sob a forma de paisagem, uma das suas principais paixões: o cinema asiático, em particular o filipino. Ivan (Féodor Atkine) é um escritor que ama as mulheres, o álcool, mas acima de tudo a cidade de Manila – é aí que conhece Mari, interpretada pela lendária Eiko Matsuda (O IMPÉRIO DOS SENTIDOS). Lino Brocka, espécie de irmão espiritual de Pierre Rissient, nome maior da cinematografia desse país, conta com uma pequena participação fazendo de si mesmo. Presta-se ainda homenagem a realizadores do cânone do “mac-mahonista” Rissient, tais como Fritz Lang e Raoul Walsh. E o texto, dito em over, invoca referências variadas, de Michaux a Pessoa. Primeira apresentação na Cinemateca. A exibir em cópia digital.

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