09/06/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
À Pala de Camões
Em colaboração com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário dos Nascimento de Luís de Camões, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Associação Portuguesa de Escritores
Miramar
de Júlio Bressane
com João Rebello, Giulia Gam, Diogo Vilela, Louise Cardoso, Fernanda Torres
Brasil, 1997 - 80 min
legendado electronicamente em português | M/12
Uma sessão camoniana com sotaque brasileiro. Um filme que narra a trajetória de formação de um cineasta: João Miramar. MIRAMAR é, possivelmente, o mais autobiográfico dos filmes de Júlio Bressane – nome de referência do chamado Cinema Marginal brasileiro. Protagonizado pelo adolescente João Rebello no papel de um jovem intelectual curioso, este percorre vários locais icónicos do Rio de Janeiro e cruza-se com uma série de mulheres: uma atraente professora de literatura (Bio Nunes) ajuda-o a descobrir a poesia de Camões; uma produtora insaciável (Fernanda Torres) ensina-o a ser fiel às suas próprias ideias; uma encantadora atriz (Giulia Gam) envolve-o num apaixonado romance. Todas essas experiências, mescladas às recordações da infância (imagens de arquivo, excertos doutros filmes), vão amadurecendo Miramar que, no fim, agarra numa câmara de 16mm e concretiza seu tão almejado sonho.
A sessão repete no dia 14 às 19h30, na sala Luís de Pina.
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09/06/2025, 21h00 | Sala M. Félix Ribeiro
À Pala de Camões
Em colaboração com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário dos Nascimento de Luís de Camões, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Associação Portuguesa de Escritores
A Comédia de Deus
de João César Monteiro
com João César Monteiro, Cláudia Teixeira, Manuela de Freitas, Nuno Lopes, Ana Padrão
Portugal, França, Itália, Dinamarca, 1995 - 169 min
legendado em inglês | M/12
Segunda parte da saga de João de Deus, a personagem criada por César Monteiro em RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA, agora gerente do “Paraíso do Gelado” e inventor da especialidade da casa, o gelado “Paraíso”. RECORDAÇÕES terminava no esgoto, A COMÉDIA DE DEUS começa pelas estrelas. Como o anterior, A COMÉDIA é um filme corrosivo e sacral, entre galáxias e uma coleção de pêlos púbicos femininos guardados num álbum chamado “Livro dos pensamentos”. É, claramente, uma paródia de A DIVINA COMÉDIA, de Manoel de Oliveira, mas extravasa em muito essa dimensão. Além disso, César Monteiro congrega uma série de textos deliciosamente viciosos de Sade, Bataille e… Luís Vaz de Camões. Aliás, o soneto camoniano que o realizador evoca (“Um mover de olhos, brando e piedoso”) já havia sido citado em QUEM ESPERA POR SAPATOS DE DEFUNTO MORRE DESCALÇO. Poema esse que Torcato Sepúlveda chamou, a propósito do filme de César Monteiro, “o mais perverso soneto de Camões”.
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11/06/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
À Pala de Camões
Em colaboração com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário dos Nascimento de Luís de Camões, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Associação Portuguesa de Escritores
O Velho do Restelo | Camões - Tanta Guerra, Tanto Engano
com a presença de Silvina Pereira e Júlio Martín
O VELHO DO RESTELO
de Manoel de Oliveira
com Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Mário Barroso, Ricardo Trêpa
Portugal, França, 2014 – 19 min
CAMÕES – TANTA GUERRA, TANTO ENGANO
de Paulo Rocha
com Silvina Pereira, Augusto Portela, Isabel Fernandes, Júlio Martín
Portugal, 1998 – 72 min
Duração total da projeção: 91 min | M/12
O VELHO DO RESTELO, último filme que Oliveira realizou, reúne os escritores Luís Vaz de Camões, Teixeira de Pascoa e Camilo Castelo Branco à personagem de ficção Dom Quixote num banco de jardim do século XXI para um “um mergulho livre e sem esperança na História”. O filme é apresentado em diálogo com CAMÕES – TANTA GUERRA, TANTO ENGANO, filme resultante da aproximação de Paulo Rocha ao Teatro Maizum. Trata-se de um registo em vídeo do espetáculo teatral homónimo no Convento dos Inglesinhos e argumento de Silvina Pereira a partir da lírica camoniana. Aqui “cada plano se torna um mundo, uma aventura em que a poesia, as vozes, os corpos, se reinventam num espaço que está para além da razão”, disse Paulo Rocha.
12/06/2025, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
À Pala de Camões
Em colaboração com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário dos Nascimento de Luís de Camões, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Associação Portuguesa de Escritores
Non ou a Vã Glória de Mandar
de Manoel de Oliveira
com Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Miguel Guilherme, Luís Lucas
Portugal, Espanha, França, 1990 - 111 min
legendado em inglês | M/12
Em NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR, a História de Portugal é vista à luz das suas derrotas, contada pelo Alferes Cabrita aos homens da sua companhia em plena Guerra Colonial. Eis um filme sobre militares em guerra que evocam momentos de História, e que termina com a morte do Alferes Cabrita no dia 25 de Abril de 1974. É também um filme sobre os “Non” da História de Portugal –
“Terrível palavra é um Non. Não tem direito, nem avesso: por qualquer lado que o tomeis, sempre soa, e diz o mesmo” (Padre António Vieira). E sendo tudo isso, é, como sugeriu Manoel de Oliveira, “uma espécie de versão de
Os Lusíadas virada do avesso”, já que destaca os desaires na nação. E sendo uma (in)versão trágica da epopeia, não deixa de lhe prestar homenagem, numa das sequências mais fulgurantes de criatividade e erotismo, aquela que o realizador dedica ao episódio da Ilha dos Amores.
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14/06/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
À Pala de Camões
Em colaboração com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário dos Nascimento de Luís de Camões, a Biblioteca Nacional de Portugal e a Associação Portuguesa de Escritores
Miramar
de Júlio Bressane
com João Rebello, Giulia Gam, Diogo Vilela, Louise Cardoso, Fernanda Torres
Brasil, 1997 - 80 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Uma sessão camoniana com sotaque brasileiro. Um filme que narra a trajetória de formação de um cineasta: João Miramar. MIRAMAR é, possivelmente, o mais autobiográfico dos filmes de Júlio Bressane – nome de referência do chamado Cinema Marginal brasileiro. Protagonizado pelo adolescente João Rebello no papel de um jovem intelectual curioso, este percorre vários locais icónicos do Rio de Janeiro e cruza-se com uma série de mulheres: uma atraente professora de literatura (Bio Nunes) ajuda-o a descobrir a poesia de Camões; uma produtora insaciável (Fernanda Torres) ensina-o a ser fiel às suas próprias ideias; uma encantadora atriz (Giulia Gam) envolve-o num apaixonado romance. Todas essas experiências, mescladas às recordações da infância (imagens de arquivo, excertos doutros filmes), vão amadurecendo Miramar que, no fim, agarra numa câmara de 16mm e concretiza seu tão almejado sonho.
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