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Assunto: Programação
Data: 29/12/2025
A arte da projeção: a Cinemateca abre 2026 com um ciclo de homenagem aos projecionistas e à sala escura
A arte da projeção: a Cinemateca abre 2026 com um ciclo de homenagem aos projecionistas e à sala escura
Abre-se o novo ano celebrando a película e a sala escura com os projecionistas ao leme de parte da programação. Mais de sessenta filmes compõem o Ciclo “Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas” em sessões que enaltecem a experiência física de se ver cinema e de se viver em contacto com os “filmes enquanto filmes”.
 
Obras várias, de diferentes períodos e múltiplas latitudes, sobre cinemas, sobre idas ao cinema, sobre adormecer no cinema ou ficar zangado no cinema, sobre se apaixonar no (e pelo) cinema, sobre os “perigos” e os “benefícios” dos filmes, sobre os erros e os acertos da projeção, sobre o seu efeito hipnótico, sobre a projeção enquanto evento e enquanto performance, sobre a cabine como espaço de reclusão, como espaço de proteção, espaço de caos, de perturbação e de transformação e, também, sobre o filme enquanto objeto, enquanto testemunho material de uma ocorrência, enquanto memória, enquanto assombração e celebração do que foi ou do que poderia ter sido.
 
Alguns títulos passam pela primeira vez, mas fundamentalmente esta será uma oportunidade para se (re)descobrir grandes filmes projetados nos seus suportes de origem: de THE PURPLE ROSE OF CAIRO (em 35 mm) de Woody Allen a THE FLICKER (em 16 mm) de Tony Conrad; da sessão dupla do realizador experimental (e projecionista da Filmmaker’s Cinematheque criada por Jonas Mekas) Jerome Hiller à sessão Grindhouse (em 35 mm) de PLANET TERROR e DEATH PROOF, respetivamente, de Robert Rodriguez e de Quentin Tarantino; de uma sessão dupla em que um dos maiores diretores de fotografia do cinema português, Acácio de Almeida, homenageia a matéria-prima do cinema, a luz, até aos dois GREMLINS de Joe Dante (também em 35 mm); do compêndio de suportes que é WE CAN’T GO HOME AGAIN de Nicholas Ray, rodado em 35 mm, 16 mm, Super 8 e  vídeo, ao regresso das três dimensões à M. Félix Ribeiro com CAVALCADE – 3D de David Crosswaite e DIAL M FOR MURDER – 3D de Alfred Hitchcock... vários são os motivos de uma visita, marcando-se encontro, de corpo inteiro, com as imagens e os sons do cinema.
 
Destaca-se ainda a exposição baseada nas coleções da Cinemateca das mais diversas tipologias e que ocupará vários espaços do edifício da Barata Salgueiro, “O Regresso do Cometa Halley – histórias de projeção e projecionistas”, e uma sessão em que a película é rainha, em que se instalarão quatro projetores diferentes (de 8 mm, 9.5 mm, 16 mm e 35 mm) na sala M. Félix Ribeiro. O chefe da cabine José Martins irá, ao longo da sessão, explicar as diferenças entre os diferentes formatos, projetando pequenos filmes em cada um dos aparelhos. Reserva-se ainda uma especialíssima Carta Branca a oito projecionistas da Cinemateca, um “Ciclo dentro do Ciclo” que espelha preferências pessoais, memórias e experiências marcantes vividas na sala escura.
 
O programa completo de “Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas” pode ser consultado aqui.