15/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Roter Himmel
Céu em Chamas
de Christian Petzold
com Thomas Schubert, Paula Beer, Langston Uibel
Alemanha, 2023 - 103 min
legendado em português | M/12
Talvez o mais enigmático filme de um realizador que aposta cada vez mais nos enigmas, nos subentendidos, nos não-ditos e nas elipses. Um grupo de personagens numa casa de campo, perto da costa do norte da Alemanha, incêndios nas proximidades como uma iminência de um apocalipse muito à John Carpenter, conversas sobre livros e literatura, manobras de sedução e de contra-sedução – e o Céu fica em Chamas. Primeira exibição na Cinemateca.

A sessão repete no dia 18 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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15/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Two Lovers
Duplo Amor
de James Gray
com Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Isabella Rossellini, Vinessa Shaw
Estados Unidos, 2008 - 110 min
legendado em português | M/12
O primeiro filme em que James Gray abordou diretamente o melodrama, despido de componentes de tipo policial, embora como de costume na obra do cineasta o ambiente continuasse a ser o das comunidades imigrantes de origem russa na zona de Nova Iorque. Vagamente inspirado nas NOTTI BIANCHE de Visconti, TWO LOVERS conta a história de um homem dividido entre duas mulheres e duas promessas de vida completamente diferentes. “Os filmes de James Gray, no seu pensamento como na sua expressão, são obras clássicas que reinventam a nossa conceção do classicismo. São, portanto, inteiramente modernos. Com autores como ele, o cinema não morrerá” (Jean Douchet).
A apresentar em cópia 35mm.

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15/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Pioneiras do Cinema Português
Maria Emília Castello Branco, Promotora
com a presença de Marcos Magalhães
VOICE OF THE VINTAGE
de Mary Field
Reino Unido, 1938 – 18 min

CONSERVAS DE ATUM (inacabado)
Portugal, 1929 – 5 min / sem som

ROTEIROS LÍRICOS DO DOURO
A REGIÃO DO DOURO E DO VINHO DO PORTO
[TESTES COM TERESA MAGALHÃES]
de Maria Emília Castello Branco
Portugal, 1956-58 – 15, 12, 1 min

Duração total da projeção: 51 min | M/12

Maria Emília Castello Branco, grande atriz do cinema mudo português (O DESTINO, A SEREIA DE PEDRA, OS OLHOS DA ALMA, O TÁXI N.º 9297), foi igualmente produtora e realizadora. O seu pai era sócio da casa Mello Castelo Branco Limitada, empresa que na década de 30 produziu vários filmes turísticos, mas também longas de ficção como A DANÇA DOS PAROXISMOS. Maria Emília assumiu diferentes funções nessa empresa (que além de cinema produzia também enlatados), nomeadamente em A CASTELÃ DAS BERLENGAS. No final dos anos 1940 inicia esforços para a realização de um ousado projeto de ficção, “A Tragédia das Terras do Douro”. No outono de 1948 inicia a rodagem, mesmo sem apoios. Ao longo de duas décadas multiplicam-se as cartas ao Secretariado Nacional de Informação a pedir apoios (que são sempre recusados). Após várias recusas, a realizadora converte o material já filmado em dois documentários sobre a região do Douro e o Vinho do Porto – em 2024 foi depositado um “rolinho” de película com 21 metros do que parecem ser testes com atores para o referido filme. A sessão é complementada por um documentário inglês da cineasta Mary Field sobre a mesma região (antecipando o ciclo de junho dedicado ao trabalho das realizadoras inglesas). As cópias dos filmes de Maria Emília Castello Branco, em primeira apresentação na Cinemateca, resultam de uma nova preservação, concluída em 2026.

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15/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Gita Cerveira
O Último Mergulho
de João César Monteiro
com Fabienne Babe, Canto e Castro, Francesca Prandi, Rita Blanco, Dinis Neto Jorge
Portugal, França , 1992 - 90 min
legendado em português | M/12
O ÚLTIMO MERGULHO é o “esboço de filme” em que João César Monteiro filma “A Água”, a pretexto da série “Os Quatro Elementos”. As personagens são três prostitutas, uma delas muda, e, de novo na obra de César, Lisboa, aqui sobretudo noturna. Neste filme de risco, há tangos, fados, um plano a bordo de um barco para um par dançarino ao som de Par les vallées et les colines (Kapsa) e duas sequências ímpares: a do campo de girassóis, em que “a canção” da banda sonora é água marítima; a do bando de flamingos que leva ao desfecho a negro com Hölderlin na voz de Luis Miguel Cintra sobre uma ária das Variações Goldberg de Bach.

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