22/04/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
THOMAS HARLAN – WANDERSPLITTER | DER FILM ‘TORRE BELA’
THOMAS HARLAN – WANDERSPLITTER
DER FILM ‘TORRE BELA’
filmes de Christoph Hübner
Alemanha, 2006, 2007 – 96, 37 min
Duração total da projeção: 133 min
legendados eletronicamente em português | M/12

Aos 77 anos, Thomas Harlan vivia num lar, no sul da Alemanha, num quarto com vista para os Alpes. A idade e os problemas respiratórios tornaram-no frágil. Christoph Hübner visitou-o e fez desse convívio um filme. THOMAS HARLAN – WANDERSPLITTER (“estilhaço em movimento”) é uma longa entrevista onde o realizador (que, feitas as contas, assinou apenas três longas-metragens) tem rédea solta para contar, lembrar, imaginar, mitificar e especular. Ainda em criança conheceu Hitler, através do seu pai (o realizador de propaganda Veit Harlan), já em adulto conviveu com Gilles Deleuze e Klaus Kinski, escreveu poesia, peças de teatro e romances, foi cineasta militante, ativista político, historiador e “caçador de nazis” (o seu trabalho conseguiu condenar mais de dois mil militares criminosos). A fechar, exibe-se uma parte da entrevista, especificamente sobre a produção de TORRE BELA, que não foi incluída na montagem final do documentário. Primeiras apresentações na Cinemateca, a exibir em cópias digitais.

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22/04/2026, 17h30 | Sala Luís de Pina
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
CONVERSA SOBRE A MONTAGEM DE ‘TORRE BELA’
com Roberto Perpignani e José Manuel Costa
A decorrer em português e italiano, sem tradução
Duração: 1h30
22/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
HAPPY DAY
“Dia Feliz”
de Pantelis Voulgaris
com Maria Vassiliou, Giorgos Koutouzis, Koula Agagiotou
Grécia, 1976 - 100 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
Filme pós-revolucionário ambientado num campo de concentração, localizado numa ilha inóspita, em que um grupo de prisioneiros políticos prepara uma visita. Com contornos de alegoria distópica, é um importante e doloroso retrato da situação daqueles que resistiram ao regime da junta militar grega. Pantelis Voulgaris, nome importante do moderno cinema grego, enfrentou uma significativa controvérsia aquando do lançamento deste seu filme que “aborda o seu assunto com uma visão fortemente neorrealista e humanista” (Maria Komninos). Primeira passagem na Cinemateca, a exibir em cópia digital. 

A sessão repete no dia 28 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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22/04/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha
Canciones para después de una guerra
“Canções para Depois de uma Guerra”
de Basilio Martín Patino
com Celia Gámez, Imperio Argentina, Miguel de Molina
Espanha, 1971 - 104 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Inicialmente banido pelo regime no início dos anos 70, este filme de Basilio Martín Patino só foi exibido publicamente após a morte do ditador Franco. Trata-se de um documentário que, num exercício de montagem virtuoso, põe em confronto músicas populares da era franquista com imagens extraídas do arquivo “oficial”, reapropriando-as e resignificando-as. Contou com a colaboração da cantora Imperio Argentina. A exibir em cópia digital restaurada pela Filmoteca Española.

A sessão repete no dia 24 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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22/04/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Enxada é de Toda a Gente - A Propósito de 'Torre Bela'
TORRE BELA (versão de 1978 para distribuição nos EUA)
de Thomas Harlan
República Federal da Alemanha, Portugal, Itália, 1977 - 138 min
M/12
Thomas Harlan foi um dos muitos estrangeiros que vieram filmar a revolução em Portugal. De 1977, o seu TORRE BELA é um dos mais míticos títulos do cinema militante do período revolucionário. Quando se concluíram os trabalhos de restauro e digitalização deste filme (que culminam na sua edição em DVD, feita em conjunto entre a Cinemateca Portuguesa e a Cinemateca de Munique), é possível agora perceber (ou delinear) a complexa genealogia de um filme que tem mais de uma dezena de versões. Há cerca de uma década os materiais de origem foram depositados no nosso país e, a partir do seu estudo, foi possível identificar os negativos (em 16mm) correspondentes à versão que Harlan preparou para a difusão nos EUA em 1978, com duração de 136 minutos (24 minutos mais longa). Embora não seja a versão que o realizador procurou fixar nos últimos anos de vida, é bastante reveladora da história das mutações do filme, mas também do material que foi retirado da montagem final. A exibir em cópia de 16mm.Thomas Harlan foi um dos muitos estrangeiros que vieram filmar a revolução em Portugal. De 1977, o seu TORRE BELA é um dos mais míticos títulos do cinema militante do período revolucionário. Quando se concluíram os trabalhos de restauro e digitalização deste filme (que culminam na sua edição em DVD, feita em conjunto entre a Cinemateca Portuguesa e a Cinemateca de Munique), é possível agora perceber (ou delinear) a complexa genealogia de um filme que tem mais de uma dezena de versões. Há cerca de uma década os materiais de origem foram depositados no nosso país e, a partir do seu estudo, foi possível identificar os negativos (em 16mm) correspondentes à versão que Harlan preparou para a difusão nos EUA em 1978, com duração de 136 minutos (24 minutos mais longa). Embora não seja a versão que o realizador procurou fixar nos últimos anos de vida, é bastante reveladora da história das mutações do filme, mas também do material que foi retirado da montagem final. A exibir em cópia de 16mm.

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