12/03/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
REBECCA
Rebecca
de Alfred Hitchcock
com Laurence Olivier, Joan Fontaine, Judith Anderson, George Sanders
Estados Unidos, 1940 - 130 min
legendado em português | M/12
REBECCA marca a chegada triunfal de Alfred Hitchcock a Hollywood, já consagrado e com cerca de quinze anos de carreira na Grã-Bretanha. Hitchcock declarou, por sinal, a Truffaut, que achava o filme “demasiado britânico”, pois tanto a autora do romance (Daphne du Maurier) como o ator principal (Olivier) eram britânicos. Romance e filme têm finais bastante diferentes. Trata-se de umas das obras maiores de Hitchcock, a história de uma mulher frágil que se casa com um homem de uma condição social muito mais elevada e vai viver numa mansão, sobre a qual pairam a sombra sinistra da governanta e a lembrança de Rebecca, a primeira mulher do marido. Na personagem, sem nome próprio, da segunda mulher, jovem e vulnerável, Joan Fontaine no seu mais icónico papel. “O segredo da perdurabilidade deste filme fascinante está na sua estrutura dupla e dúplice, tanto quanto na sua estrutura mítica e onírica” (João Bénard da Costa). A exibir em 35 mm.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui










 
12/03/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
BROKEN BLOSSOMS
O Lírio Quebrado
de D.W. Griffith
com Lillian Gish, Richard Barthelmess, Donald Crisp
Estados Unidos, 1919 - 95 min
mudo, intertítulos em inglês legendados eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por Filipe Raposo
O mais famoso filme de Griffith ao lado de THE BIRTH OF A NATION e INTOLERANCE. Trocando a dimensão épica e espetacular dos primeiros por um lirismo exacerbado, BROKEN BLOSSOMS, à época considerado “a primeira genuína tragédia do cinema” (Photoplay), tem uma rara intensidade emocional, sublinhada por uma atmosfera visual que fez história. Foi a primeira experiência para cinema do fotógrafo Hendrik Sartov, responsável pelos planos de imagens difusas que tornaram célebre a fotografia do filme. Três interpretações inesquecíveis dos protagonistas. “The Chink and the Girl”, retrato ímpar de um amor de luz de porcelana que suplanta o terror e a brutalidade no mundo de escuridão profunda.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
12/03/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Lisboa, Capital da Intriga Internacional
HAMMERHEAD
Cabeça de Martelo
de David Miller
com Vince Edwards, Judy Geeson, Peter Vaughan, Diana Dors
Reino Unido, 1968 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Vince Edwards (MURDER BY CONTRACT) é Charles Hood, um agente americano enviado a Portugal a quem cabe a difícil missão de localizar e enfrentar o temível Hammerhead (Peter Vaughan), um perigoso criminoso (e colecionador de pornografia) suspeito do roubo de planos secretos da NATO. David Miller (LONELY ARE THE BRAVE e EXECUTIVE ACTION) assina este filme que parece ser uma corruptela de James Bond, mas que, graças à interpretação dos seus atores (com destaque para a “hippie” Judy Geeson), resulta num “Schlock competente, com adornos novos suficientes (as ruelas de Lisboa, hippies britânicos, uma subtrama envolvendo pornografia) para, de vez em quando, distrair o espectador da já muito gasta situação central” (Dan Sullivan, The New York Times). Primeira apresentação na Cinemateca, a exibir em digital.

A sessão repete no dia 17, às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
12/03/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lisboa, Capital da Intriga Internacional
THE RUSSIA HOUSE
A Casa da Rússia
de Fred Schepisi
com Sean Connery, Michelle Pfeiffer, Roy Scheider, Ken Russell
Estados Unidos, 1990 - 123 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Adaptação ao grande ecrã de um romance de John le Carré, THE RUSSIA HOUSE foi o filme da afirmação do australiano Fred Schepisi, realizador a quem o sucesso comercial batera à porta graças a ROXANNE com Steve Martin e Daryl Hannah. Para alguns críticos, esta é a primeira produção de monta de Hollywood realizada sob o efeito da Perestroika. A intriga intrincada, típica da escrita de John le Carré, é aqui condimentada por um romance envolvendo o editor britânico encarnado por Sean Connery e a misteriosa mulher russa interpretada por Michelle Pfeiffer. Lê-se na folha de sala distribuída em 1994 no contexto do Ciclo “Lisboa no Cinema”: “Lisboa é a luz do meio-caminho, é onde numa janela se pode agitar, inofensiva e sem confusão, uma bandeira comunista. Por outro lado, poucas vezes se pode gabar Lisboa de ter sido tão bem mostrada com tão poucos planos como em THE RUSSIA HOUSE.”

A sessão repete no dia 20, às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui