06/02/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Avisos de Tempestade | Os Filmes de Stuart Heisler
Along Came Jones
Aí Vem Ele!
de Stuart Heisler
com Gary Cooper, Loretta Young, Dan Duryea
Estados Unidos, 1945 - 90 min
legendado em português | M/12
O primeiro e último filme de Gary Cooper como ator-produtor também é um dos primeiros “meta-westerns”, totalmente assente na decomposição do que em 1945 já era tomado como o leque de estereótipos narrativos e figurativos do género. Portanto, é também um Gary Cooper em auto-ironia, com uma personagem que acumula traços caricaturais de todas as personagens de cowboy que à época já tinha interpretado. Até esse velho estereótipo do “cowboy cantor” é adotado: os leitores de banda desenhada notarão que é daqui que vem – “‘I’m a Poor Lonesome Cowboy” – a canção com que Lucky Luke se despedia no final de cada álbum, cavalgando em direção ao horizonte. A criação de Morris e Goscinny é, em parte, “filha” deste filme, o que diz alguma coisa sobre o seu “impacto cultural”. A exibir em cópia 16mm.

A sessão repete no dia 10 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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06/02/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
THE UNKNOWN
O Homem sem Braços
de Tod Browning
com Lon Chaney, Joan Crawford, Norman Kerry
Estados Unidos, 1927 - 66 min
mudo, com intertítulos em inglês legendados em português | M/12
acompanhamento ao piano por João Paulo Esteves da Silva
Um dos mais bizarros filmes do “príncipe do bizarro” que foi Tod Browning, THE UNKNOWN é ambientado num circo, como a mais célebre obra-prima do realizador, FREAKS. A história, de obstinação e vingança, é a mais perversa que se possa imaginar: um homem que finge não ter braços, para fazer o seu número no circo, descobre que a vedeta do circo tem medo dos braços masculinos, amputando deliberadamente os seus no momento em que ela vence a fobia e casa com outro. Título essencial da associação Tod Browning / Lon Chaney, foi o filme que levou Joan Crawford a dizer que nunca como aqui, junto de Lon Chaney, aprendeu tanto sobre a arte de representar.

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06/02/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Mel Brooks, Deixa-nos em Paz!
SPACEBALLS
A Mais Louca Odisseia no Espaço
de Mel Brooks
com Mel Brooks, John Candy, Rick Moranis
Estados Unidos, 1987 - 96 min
legendado eletronicamente em português | M/6
Uma farsa épica em jeito de paródia espacial que pega em todos os clássicos-do-espaço. Há óbvias referências a STAR WARS (a que o título pisca desde logo o olho), mas também a ALIEN, 2001: A SPACE ODYSSEY ou PLANET OF THE APES. A sátira é conduzida por um elenco repleto de grandes figuras da comédia americana, incluindo John Candy, Rick Moranis, Dom DeLuise, Joan Rivers e o próprio Mel Brooks. O desafio é tentar não citar o filme todo no fim da sessão. Um filme para ser visto em diálogo com STAR WARS, EPISODE IV: A NEW HOPE. A exibir em cópia digital.

A sessão repete no dia 16 às 16h30, na sala M. Félix Ribeiro.

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06/02/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ante- Estreias
Curtas-Metragens do Ar.Co
com a presença dos realizadores
RASTAY (ON THE ROAD)
de Syed Farish
Portugal, 2025 – 43 min

OS SONHOS DA MINHA MÃE
de Frances Rocha Wolwacz
Portugal, 2025 – 16 min

ASSOCIAÇÃO LIVRE DOS TRABALHADORES DA BARROSA
de Zé da Rosa
Portugal, 2025 – 3 min

DEAR TIM
de Francisco Candeias
Portugal, 2025 – 18 min

A PONTE VERDE
de Francisco Burguete
Portugal, 2025 – 6 min

BASÁLTICAS
de Inês Falcão
Portugal, 2025 – 24 min

UM RIO, LARANJA, COMO SE FOSSE FANTA
de Catarina Nogueira
Portugal, 2025 – 4 min

duração total da projeção: 114 min | M/12
Esta sessão é composta por uma seleção de sete curtas-
-metragens realizadas pelos estudantes do Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual. Em RASTAY (ON THE ROAD), acompanha-se a jornada de um jovem do Bangladesh que cruza ilegalmente fronteiras para chegar à Europa. A dimensão íntima reaparece em OS SONHOS DA MINHA MÃE, onde uma filha, com a câmara na mão, explora os antigos diários de sonhos da mãe. O trabalho com o arquivo e com o espaço atravessa ASSOCIAÇÃO LIVRE DOS TRABALHADORES DA BARROSA, que, a partir de um registo sonoro dos anos 80, constrói um exercício sobre a metamorfose de um lugar, enquanto DEAR TIM é uma vídeo-carta motivada por falhanços artísticos e por uma solidão persistente. A PONTE VERDE, a ponte reduz o corpo a sombras e reflexos, restando o jardim como possível consolo. Em BASÁLTICAS, uma cantora açoriana pesquisa lendas e mitos da ilha de São Miguel para compreender a sua misticidade, enquanto UM RIO, LARANJA, COMO SE FOSSE FANTA cria um ambiente entre o adormecer e o sono, feito de formas, sons e cores oníricas.

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