20/01/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Trilho do Gato - William A. Wellman
Buffalo Bill
Aventuras de Buffalo Bill
de William A. Wellman
com Joel McCrea, Maureen O’Hara, Anthony Quinn
Estados Unidos, 1944 - 90 min
legendado eletronicamente em português | M/12
A produção Fox de aventuras, com western e melodrama, corresponde a “uma obrigação contratual” que Wellman se comprometeu a realizar (tal como THUNDER BIRDS, 1942) para poder trazer THE OX-BOW INCIDENT à luz do cinema. Não está nos píncaros da sua filmografia, mas tem Joel McCrea, Maureen O’Hara, Linda Darnell, um retrato do Oeste selvagem romanceando os feitos de Buffalo Bill, e bons defensores. “Um filme em que o Technicolor é fulgurante, quer para as cenas íntimas quer para as cenas de acção. […] Para quem aprecia ‘ruturas narrativas’ e ‘imaginativas mudanças de tom’, não há razão para se sentir defraudado. [… A] ideia de acabar a história de Buffalo Bill com o herói montado em cavalo de madeira e a rodar sobre si próprio, no espaço de um circo, não deixa de ser uma ideia final, com algo de alucinante. Não vou dizer-vos que Wellman tenha transformado BUFFALO BILL em LOLA MONTÈS, mas a rutura é singularíssima.” (João Bénard da Costa) A apresentar em 35 mm.

A sessão repete no dia 22 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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20/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Uma Cinemateca em Chamas - Histórias de Projeção e Projecionistas
A Morte do Cinema | Cães sem Coleira
Com a presença de Pedro Senna Nunes e Rosa Coutinho Cabral
A MORTE DO CINEMA
de Pedro Senna Nunes
com Álvaro Dias
Portugal, 2003 – 30 min

CÃES SEM COLEIRA
de Rosa Coutinho Cabral
com Camacho Costa, João Cabral, António Feliciano
Portugal, 1996 – 66 min

duração total da projeção: 106 min | M/12

Álvaro Dias era mecânico de automóveis e projecionista. Nas horas vagas, construiu de raiz um projetor de cinema. Nos anos da ditadura, fez da sua garagem uma sala de cinema clandestina onde exibia “filmes apimentados”. Pedro Senna Nunes fez-lhe o retrato e o seu espólio, incluindo o seu projetor manufaturado, fazem parte da coleção da Cinemateca, integrando este último a exposição PROJECT – histórias de projeção e projecionistas. Em diálogo, outro retrato doutro projecionista português, António Feliciano. Rosa Coutinho Cabral mistura os registos documental e ficcional numa reencenação da vida daquela que era, em 1995, um dos últimos projecionistas ambulantes do país. E, através da sua história, reflete também sobre o declínio do cinema enquanto arte popular em Portugal. A exibir em 35 mm.

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20/01/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
O Trilho do Gato - William A. Wellman
Beau Geste
Beau Geste
de William A. Wellman
com Gary Cooper, Ray Milland, Robert Preston, Brian Donvely, Susan Hayward
Estados Unidos, 1939 - 112 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
Remake do filme de 1926 sobre a Legião Estrangeira de Herbert Brennon a partir do clássico de P.C. Wren, a versão de Wellman, com Gary Cooper (que começara por brilhar em WINGS), na paisagem vacilante do deserto africano, foi um dos seus títulos mais populares. Lendário como expoente do filme de aventuras dos anos 1930, imbuído do sentido de honra e bravura presente no romance, trata-se de uma epopeia colonialista a reboque da história do alistamento “forçado” de Michael “Beau” Geste, e dos seus dois irmãos, na Legião Estrangeira francesa. As três personagens enfrentam o sadismo do sargento a quem reportam, tribos amotinadas de tuaregues, duras batalhas, fazendo vencer uma reflexão sobre a lealdade e a fraternidade. A originalidade da composição dos planos e a fluidez da câmara de Wellman, que volta nesta produção Paramount ao preto-e-branco, são trunfos de BEAU GESTE, interpretado por um elenco excecional, no “melhor ano de sempre em Hollywood”. A apresentar em digital.

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20/01/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Uma Cinemateca em Chamas: histórias de projeção e projecionistas | Carta Branca aos Projecionistas da Cinemateca
Amator
“Amador”
de Krzysztof Kieslowski
com Jerzy Stuhr, Malgorzata Zabkowska, Ewa Pokas
Polónia, 1979 - 112 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
ESCOLHA DE LUÍS MIRANDA
No interior rural da Polónia soviética, Filip compra uma câmara de 8mm para documentar o crescimento da sua filha recém-nascida. Mas como é a única câmara da vila, o Partido nomeia-o documentarista oficial da região. O cinema toma conta da sua vida, para o bem e para o mal. Segundo o projecionista Luís Miranda, “AMATOR, filme que aborda os perigos e o prazer da criação artística, é uma obra menos conhecida da filmografia de Kieslowski, filmografia essa que permanece, até hoje, severamente subvalorizada." Primeira apresentação na Cinemateca, a exibir em 35 mm. 

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