CICLO
Viagem ao Fim do Mudo


Um figurino um pouco diferente para o “episódio” de Janeiro desta Viagem ao Fim do Mudo. Uma intersecção com o ciclo William Wellman (BEGGARS OF LIFE), e a companhia, para o TARTÜFF de Murnau (filme cujo essencial se passa num “filme no filme”, projetado perante as personagens), de um curto “manifesto” de Jonas Mekas, que proclama o renascimento do cinema a cada vez que se liga um projeto e uma projeção acontece.  O terceiro filme é o soberbo THE BIG PARADE, obra-prima de King Vidor e da vaga de melodramas bélicos suscitada pela I Guerra Mundial.
 
03/01/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Viagem ao Fim do Mudo

Beggars of Life
Mendigos da Vida
de William A. Wellman
Estados Unidos, 1928 - 82 min
 
09/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Viagem ao Fim do Mudo

Tartüff | Cinema is not 100 Years Old
29/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Viagem ao Fim do Mudo

The Big Parade
A Grande Parada
de King Vidor
Estados Unidos, 1925 - 125 min
03/01/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Beggars of Life
Mendigos da Vida
de William A. Wellman
com Wallace Beery, Louise Brooks, Richard Arlen, Edgar Blue Washington
Estados Unidos, 1928 - 82 min
mudo, com intertítulos em inglês legendados eletronicamente em português | M/14
acompanhamento ao piano por João Paulo Esteves da Silva
Num dos papéis da sua vida, com aventura, violência e lirismo, Louise Brooks é uma rapariga órfã abusada pelo padrasto, que mata em legítima defesa quando ele tenta violá-la, num ato testemunhado por um vagabundo (Richard Arlen), com quem foge num comboio de mercadorias disfarçada de rapaz. Não escapa à brutalidade sexual masculina quando pernoitam num acampamento dominado pela luta pelo poder de dois vagabundos, embora a liberdade e o amor acabem por triunfar. Foi o filme em que Wellman, aqui realizador-produtor, experimentou o “microfone com perche”, para rodar as cenas faladas (como Dorothy Arzner em WILD PARTY), e outros achados, em que se destaca o dramático início. David O. Selznick, que visitou a rodagem, testemunhou que foi o filme do primeiro plano-sequência e da primeira cena dialogada gravada em direto da Paramount. Boa parte da filmagem realizou-se perto da fronteira do México, com não-atores em papéis secundários. Terá sido o motivo do fascínio que Brooks exerceu nos surrealistas, três anos depois de se ter iniciado na Paramount e no mesmo ano do também fulgurante A GIRL IN EVERY PORT de Hawks. Presentemente existe apenas a versão muda deste filme de que também existiu versão parcialmente falada com uma banda musical e efeitos sonoros síncronos. A apresentar em digital (a partir de 35mm). 

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09/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
Tartüff | Cinema is not 100 Years Old
Acompanhamento ao piano por Filipe Raposo
TARTÜFF
Tartufo
de F.W. Murnau
com Emil Jannings, Werner Krauss, Lil Dagover
Alemanha, 1925 – 84 min /
mudo, intertítulos em alemão legendados eletronicamente em português

CINEMA IS NOT 100 YEARS OLD
de Jonas Mekas
Estados Unidos, 1996 – 4 min / legendado eletronicamente em português

duração total da projeção: 88 min | M/12

A peça satírica de Molière (Tartuffe) serve de “revelador” ao refinamento que a hipocrisia toma quando alguém procura conquistar os favores de outro. Murnau transporta a ação para os tempos “modernos” (o dos anos 1920) e a peça entra na história através de um filme-dentro-do-filme, quando o neto do protagonista, disfarçado de projecionista ambulante, mostra ao avô uma adaptação de Tartuffe, com o intuito de o alertar. O genial Emil Jannings dá corpo ao arrepiante Tartufo, num filme de uma enorme ousadia formal que – talvez por isso mesmo – não foi bem compreendido à época. A propósito deste filme, cuja estreia aconteceu há precisamente 100 anos, apresenta-se o encantador filme-poema de Jonas Mekas, que complementa de forma cândida o seu “Manifesto Anti-100 Anos de Cinema” onde defende que “o cinema recomeça sempre que se ouve o matraquear de um projetor” (primeira apresentação na Cinemateca). TARTÜFF integra igualmente o Ciclo “Uma Cinemateca em Chamas - Histórias de Projeção e Projecionistas” e é exibido em 35 mm.

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29/01/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
The Big Parade
A Grande Parada
de King Vidor
com John Gilbert, Renée Adorée, Hobart Bosworth, Claire McDowell, Karl Dane
Estados Unidos, 1925 - 125 min
mudo, intertítulos em inglês legendados eletronicamente em português | M/12
acompanhamento ao piano por Daniel Schvetz
Um dos mais famosos filmes americanos mudos, e também um dos maiores êxitos de bilheteira do seu tempo. Mais do que um filme de guerra antibelicista, THE BIG PARADE é uma história de amor e paixão, que se desenvolve de forma quase irracional, começando em tom de comédia (o encontro do soldado americano com a jovem francesa; a lição do beijo) para se encaminhar para o filme de ação (as notáveis cenas de batalha) e culminar no mais puro melodrama. A exibir em cópia 35mm.

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