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Double Bill


Este mês, devido à programação em colaboração com o Doclisboa e ao feriado de 5 de outubro, ficamos restringidos a um único sábado para as nossas, já habituais, “Double Bill”. Assim sendo, exibimos dois filmes unidos pelos terríveis equívocos da justiça e pela impotência dos falsos culpados na tentativa frustrada de querer repor a verdade. Vidas simples que, de um minuto para o outro, se veem transformadas num verdadeiro pesadelo. Joe Wilson (Spencer Tracy), dirigido por Fritz Lang, em 1936 em FÚRIA, é tomado por um sequestrador de crianças. “Manny” Balestrero (Henry Fonda), cerca de 20 anos depois, foi o sombrio FALSO CULPADO de Alfred Hitchcock. Sem equívocos: dois filmes maiores; dois atores maiores; dois realizadores sem par.
 
 
12/10/2019, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Double Bill

Fury | The Wrong Man
duração total da projeção: 198 min | M/12
 
12/10/2019, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Double Bill
Fury | The Wrong Man
duração total da projeção: 198 min | M/12
entre os dois filmes há um intervalo de 20 minutos
FURY
Fúria
de Fritz Lang
com Spencer Tracy, Sylvia Sidney, Walter Abel, Bruce Cabot, Walter Brennan
Estados Unidos, 1936 – 94 min / legendado em português
THE WRONG MAN
O Falso Culpado
de Alfred Hitchcock
com Henry Fonda, Vera Miles, Anthony Quayle
Estados Unidos, 1957 – 104 min / legendado em português

Sylvia Sidney é a noiva de um homem erradamente acusado de um crime e que passa por morto para se vingar, depois de uma tentativa de linchamento. FURY foi o filme de estreia de Fritz Lang nos Estados Unidos, no termo de um exílio de alguns anos na Europa, na sequência da fuga da Alemanha nazi. Como em M, Lang aborda neste filme a irracionalidade das ações de massa, o fascismo e o racismo que lhes estão subjacentes. É o filme em que Spencer Tracy diz “Não me lincharam a mim, mas lincharam o que era mais importante para mim: a capacidade de gostar das pessoas e de acreditar nelas”. THE WRONG MAN é a obra mais sombria de Hitchcock sobre a culpa e a inocência, na mesma atmosfera inquietante de I CONFESS. Talvez seja o seu filme mais austero e severo, e inesperadamente sem humor, baseado na história verídica de um músico erradamente tomado por um assaltante. Como no filme anterior, um inocente tem contra si as aparências. E as “voltas do destino” levam-no onde nunca julgou que o podiam levar.