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CICLO
História Permanente do Cinema Português


Prosseguindo a viagem pelos filmes da nossa década de quarenta que aqui têm sido menos exibidos nos últimos anos, a Cinemateca volta a dar a ver a versão do AMOR DE PERDIÇÃO realizada por António Lopes Ribeiro em 1943. Segunda das versões baseadas no romance de Camilo (a primeira tinha sido, ainda em tempo de cinema mudo, a que Geoges Pallu dirigira para a Invicta em 1921), foi aqui mostrada com alguma regularidade (incluindo em contexto comparativo das várias adaptações do romance) mas teve a sua última projeção há já uma década.
 
 
01/07/2019, 18h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo História Permanente do Cinema Português

Amor de Perdição
de António Lopes Ribeiro
Portugal, 1943 - 141 min | M/12
 
01/07/2019, 18h30 | Sala Luís de Pina
História Permanente do Cinema Português
Amor de Perdição
de António Lopes Ribeiro
com António Vilar, Carmen Dolores, Eunice Colbert, António Silva, Barreto Poeira, Igrejas Caeiro, Assis Pacheco, Silvestre Alegrim
Portugal, 1943 - 141 min | M/12
Êxito público relativo na época, esta quinta “longa” de Lopes Ribeiro, em que se estreou Carmen Dolores e verdadeiramente arrancou a carreira de António Vilar (que até aí só tinha tido pequenos papéis), não deixou, para dizer o mínimo, o rasto que viria a ter a anterior (O PAI TIRANO, 1941). Já na época, houve quem lhe apontasse fraquezas sem contemplações, sendo mais tarde conhecida, por exemplo, a opinião mortífera de Chianca de Garcia – que, em carta enviada a Augusto Fraga do Brasil em 1946, dizia que o filme chegava a ser “um crime” contra Camilo, e escrevia que “dum livro ardendo em gritos [Lopes Ribeiro] extraiu cautelosamente uma novela cor de rosa”. Outra leitura veio aqui a exprimir Luís de Pina, que, na sua folha de sala de 1983, defendeu a possibilidade de, com o tempo, vermos com outros olhos o que na altura foi também depreciado como “teatro” e convencionalismo, lembrando as voltas que a questão da relação do cinema com a literatura e o teatro tinha dado entretanto e destacando agora, precisamente, aquilo que via como o “respeito pela obra literária” e a “valorização da palavra na imagem”. Aqui o voltamos a exibir, então, para que possa ser interrogado neste nosso tempo.