15/06/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964)
THE STRANGER LEFT NO CARD + SIMON AND LAURA
THE STRANGER LEFT NO CARD + Sarilho Na Televisão
sessão com apresentação
SESSÃO DE ABERTURA
THE STRANGER LEFT NO CARD
de Wendy Toye
Reino Unido, 1952 – 23 min
SIMON AND LAURA
Sarilho Na Televisão
de Muriel Box
Reino Unido, 1955 – 91 min
Duração total da projeção: 114 min
legendados eletronicamente em português | M/12
Um excêntrico homem de barbas chega a uma pacata aldeia inglesa e torna-se o centro das atenções. Aos poucos a sua extravagância torna-se banal. Mas o que esconde esta estranha criatura? O segundo filme de Wendy Toye (depois da curta IN THE PICTURE, parte de THREE CASES OF MURDER) prossegue a sua colaboração com Alan Badel e o seu gosto pela combinação do pueril com o grotesco. Melhor Curta-Metragem de Ficção no Festival de Cannes de 1953. A sessão prossegue com um dos mais divertidos filmes de Muriel Box (filmado numa paleta de cores pastel). Um casal desgastado aceita interpretar um casal perfeito num programa televisivo em direto (o que antecipa os “reality shows”). Realidade e farsa confundem-se. Filmado nos estúdios da BBC, o filme é uma paródia e um meta-comentário à caixinha que, nesses anos 1950, começava a mudar o mundo. Primeiras apresentações na Cinemateca, a apresentar respetivamente em cópia digital e 35 mm.
A sessão repete no dia 18 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.
16/06/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964)
TO BE A WOMAN + THE TRUTH ABOUT WOMEN
TO BE A WOMAN + A Verdade Acerca das Mulheres
FEMINISMO E OS SEUS CONTRÁRIOS
TO BE A WOMAN
de Jill Craigie
Reino Unido, 1951 – 18 min
THE TRUTH ABOUT WOMEN
A Verdade Acerca das Mulheres
de Muriel Box
com Laurence Harvey, Julie Harris, Diane Cilento, Mai Zetterling, Eva Gabor
Reino Unido, 1957 – 107 min
Duração total da projeção: 125 min
legendados eletronicamente em português | M/12
“O que é ser mulher na Grã-Bretanha do século XX?” A obra pioneira de Jill Craigie – que analisa o chauvinismo e o preconceito contra as mulheres – oferece uma resposta em forma de ensaio, através de uma narração dialética cheia de ironia. Do direito ao voto à luta pelo “trabalho igual, salário igual” este é o último filme da realizadora (antes de se dedicar à política). Em contraponto, THE TRUTH ABOUT WOMEN é um filme sobre dois homens e a forma como estes veem as mulheres. Ou antes, um filme de uma mulher (Muriel Box, escrito com o seu marido, Sydney Box) sobre a ideia que os homens têm sobre as mulheres – e a sua incapacidade de as compreender. Uma comédia romântica decomposta em pequenas histórias, cada uma protagonizada por uma atriz extraordinária (entre elas Mai Zetterling e Eva Gabor). Primeiras apresentações na Cinemateca, a apresentar respetivamente em 35 mm e cópia digital.
A sessão repete no dia 20 às 21h30, na sala M. Félix Ribeiro.
17/06/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964)
HOMES FOR THE PEOPLE + THE WAY WE LIVE
DIREITO À HABITAÇÃO – I
HOMES FOR THE PEOPLE
de Kay Mander
Reino Unido, 1945 – 22 min
THE WAY WE LIVE
de Jill Craigie
Reino Unido, 1946 – 64 min
Duração total da projeção: 97 min
legendados eletronicamente em português | M/12
No Pós-Guerra, e depois dos bombardeamentos, o problema da habitação era uma urgência na sociedade britânica. Kay Mander aborda este problema a partir do ponto de vista de cinco mulheres (e das suas famílias), todas elas trabalhadoras, de diferentes origens e contextos sociais. O filme foi encomendado pelo Labour Party, para as eleições de 1945. As propostas: habitação estatal, apoios sociais e expropriação de terras. No mesmo sentido vai Jill Craigie com o belíssimo THE WAY WE LIVE. Entre o filme-denúncia e o filme-militante, o documento e a encenação misturam-se neste retrato da cidade de Plymouth e o esforço comunitário (e coletivo) necessário à sua reconstrução. O filme não só registou esse esforço como participou ativamente na reorganização popular e participativa da reconstrução – ajudando a dar voz às várias mulheres locais. Foi na rodagem deste filme que Craigie conheceu aquele que viria a ser o seu terceiro (e último) marido, Michael Foot, futuro líder do Labour Party. Primeiras apresentações na Cinemateca, a exibir em cópias digitais.
17/06/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964)
FAIR RENT + THE HAPPY FAMILY
DIREITO À HABITAÇÃO – II
FAIR RENT
de Mary Beales
Reino Unido, 1947 – 11 min
THE HAPPY FAMILY
de Muriel Box
Reino Unido, 1952 – 86 min
Duração total da projeção: 97 min / legendados eletronicamente em português | M/12
FAIR RENT é um filme institucional para promover os “tribunais das rendas” (espécie de Julgados de Paz) nos conflitos entre arrendatários e senhorios. Foi uma solução governamental para impor limites às rendas excessivas e melhorar as condições das habitações. Mary Beales dá o protagonismo a um arrendatário, um verdadeiro ortodontista (Norrie Williamson), que se depara com uma subida abrupta da sua renda. Este filme é apresentado em diálogo com uma deliciosa e anárquica comédia Muriel Box. Em THE HAPPY FAMILY (também conhecido como MR. LORD SAYS NO), a realizadora acompanha uma família que se barrica dentro da sua própria casa, resistindo às equipas de demolição governamentais que ali querem construir um viaduto. Esta sátira pioneira, combina um humor excêntrico com uma crítica mordaz à burocracia e ao «progresso» do pós-guerra. Primeiras apresentações na Cinemateca, a exibir em cópias digitais.
A sessão repete no dia 25 às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.
18/06/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964)
THE STRANGER LEFT NO CARD + SIMON AND LAURA
THE STRANGER LEFT NO CARD + Sarilho Na Televisão
sessão com apresentação
SESSÃO DE ABERTURA
THE STRANGER LEFT NO CARD
de Wendy Toye
Reino Unido, 1952 – 23 min
SIMON AND LAURA
Sarilho Na Televisão
de Muriel Box
Reino Unido, 1955 – 91 min
Duração total da projeção: 114 min
legendados eletronicamente em português | M/12
Um excêntrico homem de barbas chega a uma pacata aldeia inglesa e torna-se o centro das atenções. Aos poucos a sua extravagância torna-se banal. Mas o que esconde esta estranha criatura? O segundo filme de Wendy Toye (depois da curta IN THE PICTURE, parte de THREE CASES OF MURDER) prossegue a sua colaboração com Alan Badel e o seu gosto pela combinação do pueril com o grotesco. Melhor Curta-Metragem de Ficção no Festival de Cannes de 1953. A sessão prossegue com um dos mais divertidos filmes de Muriel Box (filmado numa paleta de cores pastel). Um casal desgastado aceita interpretar um casal perfeito num programa televisivo em direto (o que antecipa os “reality shows”). Realidade e farsa confundem-se. Filmado nos estúdios da BBC, o filme é uma paródia e um meta-comentário à caixinha que, nesses anos 1950, começava a mudar o mundo. Primeiras apresentações na Cinemateca, a apresentar respetivamente em cópia digital e 35 mm.