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Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]


Nesta segunda parte da nossa revisão do cinema de ficção científica dedicamo-nos à sua “era moderna”, aquela que se seguiu ao impacto de um filme tão crucial para o género como foi o 2001: A SPACE ODYSSEY de Stanley Kubrick. Tempos, também, em que a evolução tecnológica permitia realizar muitas das fantasias projetadas pela ficção científica ao longo dos tempos, e fazer chegar astronautas à lua. No dealbar da década de 1970, o género estava, forçosamente, diferente do que fora até então. E se desde aí, acompanhando a evolução das técnicas de efeitos especiais, se realizaram algumas das maiores, mais espetaculares e mais lucrativas entradas no género da ficção científica (consagrando a sua passagem da série B à primeira e mais expansiva linha de produção, sobretudo, e como é evidente, no caso do cinema hollywoodiano), não é menos verdade que este período também configura a transformação da ficção científica numa espécie de “léxico”, que serviu a vários autores para explorações de universos e temáticas pessoais que, em muitos casos, prolongam os universos e as temáticas que sempre exploraram, independentemente do género em que se inseriram (e se uma das “regras” que nos autoimpusemos para selecionar os filmes do programa foi a preocupação de não repetir autores, é interessante ver como, na maior parte dos casos, os realizadores constantes no programa fizeram muito poucas, e alguns apenas uma, incursões no género). Poderíamos ter ido sobretudo para o espetáculo da ficção científica, as grandes sagas como a de STAR WARS (mas porquê, se mesmo para o caso de George Lucas há o belíssimo THX 1138?), estabelecer um cânone para a época moderna do género. Preferimos ir à volta disso, e propor um percurso que assinale a forma como, na grande indústria ou na margem dela, a “fc” moderna se constituiu num instrumento, ou num conjunto de instrumentos, para um “discurso de autor”.
 
 
27/07/2022, 21h45 | Esplanada
Ciclo Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]

Ad Astra
Ad Astra
de James Gray
Estados Unidos, 2019 - 124 min
 
28/07/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]

2046
2046
de Wong Kar-Wai
China, Hong Kong, França, Alemanha, 2004 - 128 min
28/07/2022, 21h45 | Esplanada
Ciclo Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]

Strange Days
Estranhos Prazeres
de Kathryn Bigelow
Estados Unidos, 1995 - 145 min
29/07/2022, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]

Ad Astra
Ad Astra
de James Gray
Estados Unidos, 2019 - 124 min
29/07/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]

Gwoemul
The Host – A Criatura
de Bong Joon-Ho
Coreia do Sul, 2006 - 120 min
27/07/2022, 21h45 | Esplanada
Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]
Ad Astra
Ad Astra
de James Gray
com Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga
Estados Unidos, 2019 - 124 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Como sempre em James Gray, AD ASTRA é antes do mais uma saga familiar, que embora se passe no espaço sideral se liga muito diretamente ao seu filme anterior, THE LOST CITY OF Z. A personagem de Brad Pitt sobe aos céus, em busca do pai (Tommy Lee Jones), um astronauta que há muitos anos liderou uma missão em busca de vida inteligente no universo mas há muito deixou de dar sinal de vida. Como em LOST CITY OF Z, os ecos conradianos são muitos, e de algum modo AD ASTRA é uma glosa “fc” do Coração das Trevas, num filme tão belo como angustiado. Primeira apresentação na Cinemateca.

consulte a FOLHA DA CINEMATECA aqui

 
28/07/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]
2046
2046
de Wong Kar-Wai
com Tony Leung, Chiu Wai, Li Gong, Takuya Kimura, Ziyi Zhang
China, Hong Kong, França, Alemanha, 2004 - 128 min
legendado em português | M/12
De certo modo, 2046 aparece como uma espécie de síntese do trabalho anterior de Wong Kar-Wai, retomando algumas das personagens que se encontram na sua obra, com Tony Leung retomando a personagem de FA YEUNG NIN WA / DISPONÍVEL PARA AMAR, e Ziyi Zhang interpretando Lulu, uma personagem de A FEI JING JUEN/”DIAS SELVAGENS”. Personagens em busca de um passado e de amores perdidos.

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28/07/2022, 21h45 | Esplanada
Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]
Strange Days
Estranhos Prazeres
de Kathryn Bigelow
com Ralph Fiennes, Angela Bassett, Juliette Lewis, Tom Sizemore, Vincent D’Onofrio
Estados Unidos, 1995 - 145 min
legendado em português | M/16
Um dos grandes filmes de ficção científica da década de 90, mal recebido na estreia, mas já transformado em “filme-culto”. Uma experiência radical em “realidade virtual” com os personagens “viciados” em “memórias” de “experiências” reais, cada vez mais extremas, que vão até ao crime. Um dos filmes visualmente mais estimulantes da década.

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29/07/2022, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]
Ad Astra
Ad Astra
de James Gray
com Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga
Estados Unidos, 2019 - 124 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Como sempre em James Gray, AD ASTRA é antes do mais uma saga familiar, que embora se passe no espaço sideral se liga muito diretamente ao seu filme anterior, THE LOST CITY OF Z. A personagem de Brad Pitt sobe aos céus, em busca do pai (Tommy Lee Jones), um astronauta que há muitos anos liderou uma missão em busca de vida inteligente no universo mas há muito deixou de dar sinal de vida. Como em LOST CITY OF Z, os ecos conradianos são muitos, e de algum modo AD ASTRA é uma glosa “fc” do Coração das Trevas, num filme tão belo como angustiado. Primeira apresentação na Cinemateca.

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29/07/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: A Ficção Científica [II parte]
Gwoemul
The Host – A Criatura
de Bong Joon-Ho
com Song Kang-Ho, Byun Hee-Bong, Park Hae-il
Coreia do Sul, 2006 - 120 min
legendado eletronicamente em português | M/16
GWOEMUL foi um dos passos mais importantes no reconhecimento internacional do coreano Bong Joon-Ho, que culminou no sucesso planetário (e nos Oscars) do seu filme mais recente, PARASITES. Mas GWOEMUL, que vinha na sequência de outro filme excelente (MEMORIES OF MURDER), apareceu como uma surpreendente incursão na ficção científica, entre o artesanato realista (a paisagem urbana de uma grande cidade coreana) e os efeitos especiais usados com parcimónia e eficácia (a “criatura”, um grande réptil que tem tanto de Godzilla como de King Kong). Primeira apresentação na Cinemateca. A exibir em versão digital.

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