GEO-PSICO-VERSO
Portugal, 1980 – 16 min / mudo
HOMESTASIAS
Portugal, 1978-80 – 14 min / som
LIMITE D’AR-TE SÉC. XX
Portugal, 1982 – 6 min / som
3 COMPUTER POEMS
Portugal, 1981, 1982, 1983 – 10, 10, 3 min /mudos
BIO -VIRTUAL
Portugal, 1984 – 7 min / som
UNI VER SÓ
Portugal, 1985 – 24 min / som
CRAK
Portugal, 1987 – 4 min / som
de Silvestre Pestana
duração total da projeção: 94 minutos | M/12
Emergindo de um grupo de poetas experimentais, Silvestre Pestana (n. 1949) aliou as artes visuais à poesia como modo de resistir à censura. Poeta, artista plástico e
performer, Pestana criou, desde os finais dos anos 1960, uma obra singular numa diversidade de disciplinas, usando o vídeo como um veículo em direto da prática poética e da ação performativa, como testemunham os vídeos-poemas-
performances, mas também as criações que continua hoje a desenvolver com recurso a outras tecnologias.
A abordagem de Pestana ao vídeo foi profundamente vanguardista no Portugal dos anos 1970 e 1980, com uma produção desenvolvida inicialmente no contexto da Escola Superior de Belas-Artes do Porto e dada em grande parte como perdida. De entre os títulos a apresentar destacamos: GEO-PSICO-VERSO (1980), BIOVIRTUAL, (1984), UNI VER SÓ (1985) e CRAK (1987), com música dos Telectu. GEO-PSICO-VERSO explora a imagem e o seu
continuum entre signos teatrais, não-linguísticos e de
performance. BIOVIRTUAL é um vídeo de 1984, mas também uma
performance que realizou na Fundação Calouste Gulbenkian. Em UNI VER SÓ podemos ver a montagem da própria peça. São filmes que simultaneamente dessacralizam o processo artístico e refutam as convenções da videoarte e da imagem cinematográfica.
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