27/02/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O filme-charneira, que inaugura a “segunda fase” da obra de Tarr, marcada pela continuidade estilística e temática que se ramificaria até ao derradeiro O CAVALO DE TURIM. É também o filme em que Tarr se rodeia de um núcleo de colaboradores (de Laszlo Krasznahorkai para o argumento a Mihaly Víg para a música) que se tornaria decisivo para toda a obra futura. O retrato de uma Hungria lamacenta e chuvosa, uma tristeza paupérrima, que podem corresponder a uma visão do país nos anos do estertor do regime comunista mas que abrem sempre para uma dimensão universal – a esperança (ou falta dela) não é, no cinema de Tarr, uma questão meramente política. Um filme belíssimo, com formidáveis sequências que a música de Vig torna verdadeiramente hipnóticas.
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