CICLO
Que Farei Eu com Esta Espada?


No antepenúltimo dos últimos meses dedicados ao programa com que celebramos ao longo de 2024 os 50 anos do 25 de Abril apresentamos a proposta de filmes para a Comunidade e Futuro, eixos que encerraremos em dezembro (alternando, em novembro, com os eixos Liberdade e Revolução).
 
COMUNIDADE
Em outubro, este núcleo de oito títulos em sete sessões distintas sobre a ideia de Comunidade concentra--se em “belas equipas” de pioneiros a desbravar território (STAGECOACH, Ford), trabalhadores em coletivo fraternal (LA BELLE ÉQUIPE, DuvivIer), trabalhadoras no pós-Guerra japonês (AKASEN CHITAI, Mizoguchi), mulheres-atrizes em reflexão sobre o seu trabalho (SOIS BELLE ET TAIS-TOI!, Seyrig); também no embate de um forasteiro com uma comunidade que lhe resiste (WILD RIVER, Kazan) ou na incursão de um viajante numa comunidade de afetos (O DIA EM QUE ELE CHEGA, Sang-soo); e no diálogo entre autores e filmes de movimentos ancestrais (“AS ESTAÇÕES”, Pelechian, e TRÁS-OS-MONTES, Reis e Cordeiro).

FUTURO
Na continuação do que havia sido a última edição do eixo, no passado mês de agosto, apresentam-se filmes em torno da ideia de “novos rumos”. São nove títulos (três deles curtos) unidos por uma dúvida: o que fazer com a liberdade? Em todos, um presidiário depara-se com a crueldade do mundo exterior e o fardo de uma pena impossível de cumprir na totalidade.

 
 
30/10/2024, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Que Farei Eu com Esta Espada?

Book Chon Bang Hyang
“O Dia em que Ele Chega”
de Hong Sang-soo
República da Coreia, 2011 - 79 min
 
30/10/2024, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Que Farei Eu com Esta Espada?

Sois Belle et Tais-Toi!
de Delphine Seyrig
França, 1976 - 110 min
31/10/2024, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Que Farei Eu com Esta Espada?

Götter Der Pest
“Os Deuses da Peste”
de Rainer W. Fassbinder
Alemanha, 1969 - 91 min
31/10/2024, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Que Farei Eu com Esta Espada?

La Belle Équipe
Uma Mulher que Não Vence
de Julien Duvivier
França, 1936 - 103 min
30/10/2024, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Que Farei Eu com Esta Espada?
Book Chon Bang Hyang
“O Dia em que Ele Chega”
de Hong Sang-soo
com Yoo Joon-Sang, Kim Sang-Jung, Kim Bo-kyeong
República da Coreia, 2011 - 79 min
legendado em português | M/12
Comunidade
Num preto-e-branco invernal, o filme segue um realizador de cinema “em sabática” ao cabo de quatro filmes, que vive no campo, no momento em que vai a Seul visitar um amigo, crítico de cinema, residente na zona de Bukchon, conhecida pela arquitetura tradicional das suas casas. É nela que o realizador vagueia, elege um restaurante e um bar, se cruza repetidamente com um grupo de pessoas, encontra o amigo. No bar chamado “Novela” em que conversam e bebem, a dona é estranhamente parecida com a ex-namorada do “ex”-realizador (personagens interpretadas pela mesma atriz). A repetição de situações e cenários com pequenas variantes aponta para o comportamento padronizado do protagonista, incapaz de se libertar do passado e privilegiar o presente. Complexa e ambígua, a construção de THE DAY HE ARRIVES (versão internacional do título) deixa em aberto a hipótese de se tratar de uma sucessão de acontecimentos repetitivos ou alternativos. A apresentar em cópia digital.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui



 
30/10/2024, 19h30 | Sala Luís de Pina
Que Farei Eu com Esta Espada?
Sois Belle et Tais-Toi!
de Delphine Seyrig
com Carole Roussopoulos, Ioana Wieder
França, 1976 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Comunidade
É o filme mais conhecido dos filmes desconhecidos de Delphine Seyrig realizadora, que aqui entrevista 24 atrizes sobre a sua experiência profissional, papéis desempenhados, relações com encenadores, realizadores e equipas de trabalho. Um retrato coletivo no feminino que reflete, em 1976, o balanço negativo de uma profissão que remete as mulheres a personagens estereotipadas num mundo dominado pelo imaginário masculino. As perguntas de Seyrig vão ao fulcro da questão. Por exemplo: “Se fosses homem, terias escolhido igualmente ser ator?”; “Alguma vez representaste uma cena com outra mulher e, se sim, o papel dela foi o de rival ou confidente?”. O título exclamativo vem do filme realizado por Marc Allégret em 1958. Entre as convocadas, Ellen Burstyn, Barbara Steele, Jill Clayburgh, Juliet Berto, Shirley MacLaine, Marie Dubois, Jane Fonda, Maria Schneider, Viva, Anne Wiazemsky.
A apresentar em cópia digital.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui




 
31/10/2024, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Que Farei Eu com Esta Espada?
Götter Der Pest
“Os Deuses da Peste”
de Rainer W. Fassbinder
com Harry Baer, Hanna Schygulla, Margarethe von Trotta, Günther Kaufmann, Ingrid Caven
Alemanha, 1969 - 91 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Futuro
No começo da sua carreira, Fassbinder realizou três peculiares filmes de gangsters: “O AMOR É MAIS FRIO DO QUE A MORTE”, “OS DEUSES DA PESTE” e “O SOLDADO AMERICANO”. “OS DEUSES DA PESTE” é um filme talvez ainda mais desencantado do que “O AMOR É MAIS FRIO DO QUE A MORTE”. Franz Walsch (Harry Baer) – homem mudo e soturno – sai da prisão para descobrir que a cidade de Munique se tornou decadente e perversa. Fassbinder assina a sua variação irónica e homoerótica sobre o film noir, com uma femme fatale (Hanna Schygulla), um homicídio, um detetive, uma nova amante (Margarethe von Trotta) e uma mulher misteriosa (Ingrid Caven). É a história de um mundo onde não há redenção, onde o amor é impotente, é a história de um destino que se fecha sobre a sua vítima como numa tragédia clássica, mesmo quando os “deuses” que regem este destino são humanos. A apresentar em cópia digital.
 
consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui




 
31/10/2024, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Que Farei Eu com Esta Espada?
La Belle Équipe
Uma Mulher que Não Vence
de Julien Duvivier
com Jean Gabin, Charles Vanel, Raymond Aimos, Viviane Romance, Micheline Cheirel
França, 1936 - 103 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Comunidade
Nome maior do “Realismo Poético”, Julien Duvivier assinava em 1936 um dos grandes sucessos populares à época, muito devido ao carisma de Jean Gabin, ator que acabou por rodar sete vezes sob a batuta deste mesmo cineasta, a quem ficou a dever porventura o seu papel mais marcante, como o anti-herói de PÉPÉ LE MOKO. O motor da narrativa – argumento coescrito por Charles Spaak – é a amizade masculina tornada parceria e negócio. A sorte de cinco homens pobres e em apuros muda quando lhes sai a sorte grande na lotaria. A “bela equipa” junta-se e investe na criação de um gigantesco bar popular (guinguette), apostando na ideia de um coletivo de trabalho que será perturbada com a entrada em cena de uma mulher (Viviane Romance). Um belo filme. A apresentar em cópia digital.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui